10 mitos que atrapalham quem quer passar em concurso público
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Para muitos brasileiros, a aprovação em um concurso público é um sonho — mas também um grande desafio. Em meio a tantos conselhos e informações desencontradas, surgem mitos que podem desmotivar ou até prejudicar quem está se preparando. Conversamos com a professora Norelei Frutuoso, especialista em formação de candidatos, para esclarecer os equívocos mais comuns sobre a jornada até a aprovação. 1. “Passar em concurso é uma questão de sorte”
Segundo Norelei, essa é uma das maiores ilusões. “Passar no concurso é uma questão de preparação, de estudo disciplinado, bem planejado e com ações sábias”, afirma. Ela destaca a importância de escolher o momento certo para estudar, longe de distrações cotidianas, como tarefas domésticas. “Estudar com a panela de pressão no fogo não funciona.” 2. “Só quem estuda o dia inteiro consegue passar”
Outro mito. A professora defende que é possível conquistar uma vaga mesmo com pouco tempo, desde que haja constância. “Estudar 30 minutos por dia com foco pode ser mais eficaz do que estudar por horas sem atenção. A regularidade é a chave.” 3. “Existe uma fórmula infalível”
Embora não haja mágica, Norelei aponta que o segredo está na dedicação e no método. Estudar por conta própria é possível, mas contar com um curso preparatório pode facilitar a compreensão de temas complexos. “No meu curso, aplico correção comentada de questões, o que ajuda o aluno a entender não só o erro, mas também o conteúdo.” 4. “É preciso decorar todo o conteúdo do edital”
Segundo a especialista, isso é desnecessário — e inviável. O importante é compreender o perfil da banca organizadora e os autores exigidos. “Tem edital que parece uma biblioteca inteira. O essencial é saber priorizar o que realmente cai na prova.” 5. “Fazer cursinho é indispensável”
Depende. Para quem busca resultados rápidos, o cursinho pode ser um bom atalho, mas a escolha deve ser criteriosa. “Tem cursinho de todo tipo no mercado. É como refrigerante: tem Coca-cola, Pepsi e tubaína. O aluno precisa saber o que está contratando.” 6. “Estudar por horas seguidas funciona”
Norelei desaconselha a prática de “maratonar estudos”. O cérebro precisa de pausas para absorver o conteúdo. “Mesmo em atividades prazerosas, a mente busca pausas. Com os estudos, não é diferente.” 7. “Reprovação é sinal de fracasso”
Esse pensamento pode ser prejudicial. Para a professora, reprovações fazem parte do processo e não devem ser encaradas como derrota. “A prova do concurso é classificatória e pode conter pegadinhas. Isso não mede sua capacidade, e sim quem erra menos.” 8. “As provas estão impossíveis e só passa quem já tem experiência”
Norelei acredita que essa visão é distorcida. O grau de dificuldade pode variar, mas não é um obstáculo intransponível. “O que tem preocupado mesmo é a prova prática, como a gravação de videoaula. Mas com orientação, é possível se sair bem. Já tive alunos que tiraram nota máxima.” 9. “Material gratuito da internet resolve tudo”
É possível usar esses materiais, sim — com cautela. “É preciso verificar a atualização, especialmente em conteúdos legais. Já vi aulas de cursos famosos ensinando coisas que não estavam nem nos livros citados.” 10. “Não pode fazer concurso em ano de eleição”
Norelei faz questão de desfazer esse último mito. “Pode sim ter concurso. O que não pode é convocar para nomeação três meses antes e três meses depois da eleição. As pessoas confundem isso com a proibição de todo o processo.” “Não se deixe enganar por boatos ou conselhos sem fundamento. Estudar com consciência e estratégia faz toda a diferença”, finaliza a professora. Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
Anderson Rodrigues da Silva
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