Atenção redobrada para surtos de doenças infecciosas

Especialista da FSG explica como prevenir e quando procurar atendimento médico

Por JOCELINE ALEMAR | MÁQUINA DA NOTÍCIA
3 Min

Atenção redobrada para surtos de doenças infecciosas
Pixabay
Com a chegada dos períodos de maior instabilidade climática e aumento nos casos de dengue e viroses respiratórias, cresce a preocupação com os surtos de doenças infecciosas. A médica Andrea Dal Bo, docente do curso de Medicina do Centro Universitário da Serra Gaúcha – FSG, infectologista e doutora em Saúde Coletiva, alerta para a importância da prevenção e do reconhecimento precoce dos sinais de alerta.
Segundo a especialista, sintomas leves como febre baixa, dor de cabeça, mal-estar e pequenas alterações intestinais costumam indicar infecções virais comuns. No entanto, febre persistente acima de 38,5°C, vômitos frequentes, dificuldade para respirar, sonolência excessiva, desidratação, manchas pelo corpo, sangramentos e dor abdominal intensa exigem avaliação médica imediata, pois podem indicar evolução para quadros mais graves, como dengue hemorrágica ou pneumonia.
Prevenção é o melhor remédio - Andrea destaca que medidas simples continuam sendo as mais eficazes: lavar as mãos com frequência, manter os ambientes ventilados, evitar o compartilhamento de objetos pessoais e cuidar da higiene dos alimentos. Além disso, reforça a importância de eliminar criadouros de mosquitos e armazenar corretamente a água, práticas que “salvam vidas, especialmente em períodos de aumento da dengue”.

Comportamento e conscientização - De acordo com a docente, muitos surtos se agravam por comportamentos de risco, como a automedicação e a negligência com a vacinação. “Tomar antibióticos sem orientação médica contribui para o aumento da resistência bacteriana, enquanto a falta de cuidado com o armazenamento de água e o descarte de lixo cria o ambiente perfeito para a proliferação do Aedes aegypti”, explica Andrea.
Vacinação: um compromisso coletivo - A especialista reforça que a vacinação é uma das maiores conquistas da saúde pública e deve ser mantida em todas as idades. “Antes de 1950, doenças como poliomielite, sarampo, difteria e meningite causavam muitas mortes infantis. Hoje, temos vacinas seguras e eficazes, mas a queda na cobertura vacinal ameaça trazer de volta doenças antes controladas”, alerta.
Ela destaca ainda que vacinas como as de influenza, COVID-19 e meningites devem estar sempre atualizadas: “A vacina não protege apenas o indivíduo, mas toda a comunidade, especialmente crianças pequenas e idosos.”
Informação e responsabilidade - Para Andrea Dal Bol, o combate aos surtos depende da corresponsabilidade entre governo, profissionais de saúde e população. “A disseminação de informações corretas, o combate às fake news sobre vacinas e a busca por orientação médica são atitudes que salvam vidas. A saúde pública é construída com a participação de todos”, conclui.

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JOCELINE ELOINA DOS SANTOS ALEMAR
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