Bilinguismo: infância é o momento ideal para aprender uma segunda língua
Contato precoce com outro idioma estimula o cérebro, favorece a fluência natural e desenvolve habilidades socioemocionais
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Aprender uma segunda língua ainda na infância é um investimento para a vida toda. Nos últimos anos, o ensino bilíngue vem crescendo em todo o país e despertando o interesse de famílias que buscam uma formação completa e conectada com o mundo. De acordo com a Associação Brasileira do Ensino Bilíngue (ABEBI), já são mais de 1,2 mil escolas bilíngues no Brasil — um aumento de 10% em cinco anos — e, apenas em 2023, a procura cresceu 64%, com destaque para grandes centros como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. A coordenadora pedagógica do Brazilian International School – BIS, Beatriz Martins, explica que a infância é a fase ideal para inserir as crianças no bilinguismo. “Pesquisas e especialistas mostram que quanto mais cedo ocorre a exposição a um segundo idioma, mais natural e efetivo é o aprendizado. O cérebro infantil é altamente plástico, ou seja, está em constante formação, e isso permite que as crianças absorvam sons, pronúncias e estruturas gramaticais com espontaneidade e prazer”, afirma. Durante muito tempo, acreditou-se que o contato com dois idiomas poderia confundir ou atrasar o desenvolvimento da fala. Hoje, a neurociência comprova exatamente o contrário: o bilinguismo fortalece o cérebro, aprimora a atenção e amplia a capacidade de concentração, memória e raciocínio lógico. Crianças bilíngues tendem a desenvolver maior flexibilidade cognitiva e consciência linguística — compreendendo com mais facilidade como os idiomas funcionam. Nas escolas bilíngues, o segundo idioma não é ensinado apenas como disciplina, mas vivenciado de forma natural, dentro de contextos reais de comunicação; como no BIS, onde o inglês e o português são parte do cotidiano desde a Educação Infantil. A alfabetização no BIS acontece primeiramente em Língua Portuguesa, respeitando o processo natural de construção do código escrito. Em seguida, inicia-se a transposição gradual para o inglês, apoiada pela abordagem CLIL (Content and Language Integrated Learning) — uma metodologia em que os conteúdos acadêmicos são ensinados de forma integrada à língua, para que o aprendizado ocorra de maneira significativa e contextualizada. “O objetivo não é apenas ensinar dois idiomas, mas formar crianças que se comunicam com confiança, empatia e curiosidade sobre o mundo”, explica Beatriz. “A vivência bilíngue favorece tanto o desenvolvimento linguístico quanto o socioemocional, porque envolve escuta, respeito, colaboração e autoconhecimento.” Um dos pilares da International Schools Partnership (ISP), rede global da qual o BIS faz parte, é o multilinguismo, entendido como um caminho essencial para o desenvolvimento integral dos alunos. A ISP acredita que falar mais de uma língua amplia horizontes culturais e cognitivos, promove a compreensão entre diferentes culturas e prepara as crianças para atuar em um mundo interconectado. Ser bilíngue e, cada vez mais, multilíngue, significa desenvolver competências que vão além da comunicação: envolve empatia, pensamento crítico, colaboração e adaptabilidade, habilidades indispensáveis para o século XXI. No Brasil, a Associação Brasileira de Educação Plurilíngue (ABRASEP) reforça a importância de uma educação que valorize a diversidade linguística e cultural presente no país. Para Beatriz, o bilinguismo é também uma ferramenta de inclusão e de construção de repertório humano. “Ao conviver com diferentes línguas, valores e formas de pensar, as crianças aprendem a respeitar o outro, a compreender o mundo com sensibilidade e a construir pontes, não barreiras”, conclui. A especialista: Beatriz Martins é educadora com mais de 30 anos de atuação na educação, sendo 18 deles em funções de liderança pedagógica, formando equipes, projetos e — principalmente — pessoas. Possui licenciatura plena pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduação pelo Instituto Singularidades. Atualmente atua como coordenadora pedagógica no BIS. Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
VAGNER ADACIANO DE LIMA
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FONTE: FSB Comunicação