Faltam seis finais de semana até o Natal e muitos brasileiros já olham para o extrato bancário com o temor de entrar no vermelho. Afinal: será que ainda há chance de fechar o ano no verde? O alerta vem dos números: 8 em cada 10 famílias estão endividadas, segundo dados recentes da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que registrou 79,2% de lares com contas a vencer em setembro de 2025, o patamar mais alto desde outubro de 2022. Mais grave ainda é que 30,5% das famílias têm contas em atraso, esta é a maior taxa registrada desde o início da pesquisa, em 2010. Em média, as famílias estão destinando cerca de um terço da renda mensal apenas para pagar dívidas.
Existe uma tendência estrutural de fragilidade financeira entre os brasileiros, conforme revelam os números da CNC. Com os juros ainda em patamares elevados e o crédito mais caro, muitas famílias se veem presas em ciclos de dívida, onde o pagamento mínimo do cartão e os parcelamentos se tornam rotina. Além disso, o percentual de famílias com dívidas vencidas há mais de 90 dias chegou a 48,7%, segundo a mesma pesquisa — o maior nível do ano. E cerca de 18,8% dos lares já comprometem mais da metade da renda com o pagamento de dívidas. Em outras palavras: a margem de manobra está quase zerada.
Diante desse cenário, o desafio não é pequeno. Mas, com o 13º salário se aproximando, ainda há espaço para reorganizar as finanças, entender as armadilhas do comportamento e usar o dinheiro com inteligência. Mas como virar o jogo e usar o 13º com estratégia?
Conheça as 5 dicas para sair do vermelho até o fim do ano:
Essas ações, somadas, têm mais efeito do que qualquer dica milagrosa. Planejar e executar com consciência vale mais do que tentar compensar meses de gasto impulsivo com o 13º.
O tempo para reagir é curto. Ainda assim, a boa notícia é que consciência e ação podem mudar o jogo. Lembre-se: o 13º não é um presente: é uma oportunidade de reorganizar prioridades. Se for usado com propósito — quitando dívidas caras, renegociando e criando pequenas reservas, pode ser o primeiro passo para recomeçar 2026 com fôlego. Afinal, o que você quer ver no seu extrato em janeiro: o reflexo de um fim de ano impulsivo ou o início de uma nova fase financeira?
* Olívia Resende é especialista em Educação Financeira, Economista, mestre e doutora em Administração. Professora na Uninter.
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JULIA CRISTINA ALVES ESTEVAM
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