Instituto Cultural Amazônia do Amanhã (ICAA)
Para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas, a gente precisa olhar para o nosso prato. O “nosso”, porque nesse banquete de transformações, todo mundo tem uma tarefa para cumprir: produtores, restaurantes, comércios locais, investidores e pesquisadores podem e devem começar a repensar suas receitas se quiserem preservar recursos naturais e fomentar economias mais justas. E é com essa premissa que o ICAA - Instituto Cultural Amazônia do Amanhã, a rede IGAPÓ e o Impact HUB Belém promovem a roda de conversa “Da floresta à mesa: investimentos em bioeconomia para transformação nos territórios.”
O evento vai acontecer no dia 17 de novembro, a partir de 16h, e contará com uma mesa de abertura e com o anúncio do Égua do Guia, iniciativa do ICAA e da rede IGAPÓ aprovada na Lei Rouanet para impulsionar o circuito de empreendimentos gastronômicos periféricos do Pará através de capacitações e do lançamento de um guia impresso. A apresentação vai ser encerrada com um coquetel especial para convidados, preparados pela Verena Aquino, coordenadora técnica do Gastronomia do Amanhã, projeto do ICAA. E para abrigar o evento, a equipe escolheu a Casa Niaré, um espaço multifuncional dedicado a fortalecer o empreendedorismo indígena e de outros povos da Floresta.
A ideia é que o Égua do Guia fortaleça a culinária originária e periférica de Belém, conectando profissionais da cozinha a uma rede de fornecedores alinhados à potência da bioeconomia na região. O sabor é de ganha-ganha para todo mundo: para os recursos naturais do território, para os produtores e gastrônomos que ganharão um diferencial e para o consumidor, que vai acessar ingredientes produzidos em esquema regenerativo através de pratos que carregam história e sustentabilidade.
Para Liane Gaby, “ao fomentar as gastronomias periféricas, reconhecemos o papel essencial de quem transforma ingredientes locais em cultura, renda e identidade. Quando investimos em bioeconomia, criamos condições para que essas cozinhas ganhem força, ampliem oportunidades e promovam formas mais justas e sustentáveis de produzir e consumir. É dessa conexão entre floresta e mesa que também surgem respostas concretas para os desafios climáticos e sociais que já estamos enfrentando na Amazônia.”
Fernando Salum, diretor da rede IGAPÓ, por outro lado, enfatiza a importância de investidores olharem para lideranças e empreendedores amazônidas: “Ao descentralizar recursos, a gente faz com que essas organizações amazônidas, que já têm um trabalho tão potente, possam operar de uma forma saudável num território que precisa ser desenvolvido de forma regenerativa. Investir na bioeconomia através da lente amazônida é pluralizar possibilidades de geração de renda e promoção da justiça climática.”
Jana Borghi, empreendedora social e fundadora do Impact Hub Belém, reforça o papel das redes para que dinâmicas econômicas mais justas se fortaleçam na região: “As articulações em rede são fundamentais para refletirmos e agirmos coletivamente na pauta das novas economias da Amazônia. Pensar em um presente e futuro justo, limpo, equitativo e regenerativo é urgente e necessário. Aqui na Amazônia, a sustentabilidade é prática cotidiana. Temos muito a compartilhar com o Brasil e o mundo e a Amazônia precisa de uma grande força coletiva que reconheça e valide seu potencial de sujeito-ativo na geração de soluções baseadas na natureza.”
“Da floresta à mesa” é uma oportunidade para conectar empreendedores, investidores, lideranças comunitárias e debater estratégias para o fortalecimento da gastronomia paraense, alinhadas a ciclos de produção, distribuição e comércio regenerativos. O evento tem apoio da Amazon Investor Coalition - AIC e parceria com a Casa Niaré.
Conheça os agentes envolvidos
O Instituto Cultural Amazônia do Amanhã (ICAA), criado em 2014 pela jornalista e empreendedora social Liane Gaby, é uma organização sem fins lucrativos comprometida com o fomento e a preservação do patrimônio cultural e da sustentabilidade da Amazônia. Os projetos do Instituto buscam a geração de oportunidades que empoderem os povos da região, construindo um legado à sociedade. Além de conceber, captar e executar projetos culturais, o instituto oferece serviços de consultoria em gestão cultural, produção e organização de eventos, treinamento e desenvolvimento profissional e gerencial, atividades de museus e exploração de lugares e prédios históricos.
Já a rede IGAPÓ busca democratizar o acesso às Leis de Incentivo Fiscal e mobilizar recursos para organizações da Amazônia Legal. Para impactar radicalmente o investimento social privado na Amazônia Legal, a rede cria ciclos de capacitação e aceleração de organizações do território, elabora e mentora projetos e conecta a sua rede de proponentes a patrocinadores de todo o Brasil. Desde 2022, a Igapó já foi responsável pela mobilização de mais de R$ 34 milhões em recursos incentivados para proponentes da Amazônia Legal e pela capacitação de mais de 340 organizações.
O Impact HUB Belém, por fim, é a articulação local da rede internacional de empreendedores, espaços colaborativos e programas de capacitação que agem por mudanças sociais e pelo desenvolvimento sustentável em mais de 60 países.
Serviço
Da floresta à mesa: investimentos em bioeconomia para transformação nos territórios
Mesa de abertura + anúncio do Égua do Guia + coquetel
17 de novembro - 16h
Casa Niaré - R. Bernal do Couto, 791
Contato: 91 8279-3101 (Renata Maciel)
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RENATA OLIVEIRA MACIEL SALGADO
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