A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) concluiu, nesta segunda-feira (8), o curso Habilitação em Biofotônica: Aplicações das Tecnologias da Luz na Saúde, oferecido entre agosto e dezembro para profissionais da rede.
Com 60 horas de duração, a formação capacitou 37 trabalhadores dos polos de curativos e teve como foco a atualização em tecnologias de laser de baixa intensidade aplicadas ao tratamento de feridas complexas. A aula final foi realizada no campus Vergueiro da Uninove, com demonstrações práticas conduzidas por enfermeiras estomaterapeutas dos polos e docentes da universidade.
A biofotônica, utilizada desde 2024 nos serviços municipais, é uma terapia auxiliar que emprega luz não ionizante para acelerar a cicatrização e aliviar dor e inflamação. Já adotada em 14 dos 29 polos de curativos da cidade, a tecnologia deve ser expandida gradualmente, com previsão de atingir 100% das unidades até 2026, conforme incorporação de novos equipamentos e capacitação das equipes.
“O processo de cicatrização de feridas crônicas ou infectadas é bastante complexo, envolvendo mecanismos fisiopatológicos que tornam o tratamento um verdadeiro desafio para os profissionais de saúde”, comenta Rosiley Amorim, assessora técnica do Departamento de Atenção Especializada da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), acrescentando que o laser de baixa intensidade favorece a regeneração tecidual e o crescimento de novos tecidos, além de possuir ação anti-inflamatória e analgésica.
Desde o início da prática, a rede realizou mais de 6,4 mil procedimentos: 1.856 entre maio e dezembro de 2024 e 4.549 de janeiro a setembro de 2025. A terapia tem mostrado bons resultados em lesões de diversas etiologias, como úlceras venosas e arteriais, lesões em pés de pessoas com diabetes e lesões por pressão.
Polos são iniciativa pioneira no país
Os Polos de Curativos estão instalados em Hospitais Dia (HDs), Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Ambulatórios de Especialidades (AEs), entre outros equipamentos, são uma iniciativa pioneira da cidade de São Paulo para o tratamento de lesões complexas de difícil cicatrização, como feridas venosas decorrentes de problemas circulatórios, pés diabéticos e outros problemas que, quando não tratados adequadamente, podem representar risco de amputação do membro. Implementados em outubro de 2021, os polos já realizaram 296 mil procedimentos.