Aos 16 anos, a comunicadora Luiza Manfrinato estreia um novo projeto autoral no universo dos podcasts. Batizado de “Luli sem filtro”, o programa nasce com a proposta de conversas leves, espontâneas e sem medo de expor opiniões, mirando diretamente o público jovem — especialmente a geração Z.
Dirigido por Jean Chambre, um dos criadores do Trambicast, videocast teen já consolidado nas plataformas digitais, o podcast surge como um desdobramento natural da presença de Luiza no projeto maior. Além de lançar o programa próprio, ela também participa do Trambicast com um quadro fixo de jogos e desafios que se tornou um dos momentos mais marcantes das edições semanais.
A ideia do Luli sem filtro nasceu justamente dessa parceria. Segundo Luiza, o incentivo partiu de Jean, que a estimulou a transformar o interesse pela comunicação em um projeto autoral. “Sempre gostei dessa área, então nem pensei duas vezes em aprofundar nisso”, afirma. Para a comunicadora, o podcast representa mais do que um novo produto: é a chance de expressar a relação afetiva que mantém com a arte, a cultura e o entretenimento. “Amo deixar o dia de uma pessoa mais feliz com algum conteúdo. Isso é muito gratificante para mim.”
O título do programa funciona quase como um manifesto pessoal. Para Luiza, ser “sem filtro” significa se permitir ser real. “É ser uma pessoa descontraída, que se solte, que não tenha medo do que os outros vão pensar ou dizer. Mostrar o lado real”, explica. Essa proposta se reflete no tom do podcast, que aposta em conversas informais, confortáveis e focadas no entretenimento, sem abrir mão da identificação com o público.
O desejo de ter um projeto com sua própria voz veio acompanhado de um processo de amadurecimento precoce. Aos 16 anos, Luiza afirma que percebeu a necessidade de assumir mais responsabilidades e pensar no futuro profissional. “Foi quando entendi que precisava amadurecer mais para me tornar uma excelente profissional”, diz.
Pensado desde o início para a geração Z, o Luli sem filtro aposta em um linguajar atual, com gírias, brincadeiras e referências do cotidiano dos jovens. Luiza se vê como parte de uma nova geração de comunicadores que falam diretamente com o público, sem intermediários. “O que mais conecta é esse modo mais informal, com gírias e um linguajar mais popular”, afirma.
Apesar do foco em entretenimento, o podcast também busca abrir espaço para temas que, segundo ela, ainda são pouco discutidos entre os jovens. Um deles é a cultura. “Muitos dizem que o jovem fala sobre cultura, e realmente fala, mas é a minoria. Muita gente não dá a devida importância”, avalia.
A espontaneidade — e até a imperfeição — são pilares centrais do projeto. Para Luiza, mostrar vulnerabilidade ajuda a ajudar uma conexão mais genuína com o público. “Ser imperfeito dá liberdade para explorar ideias sem medo de julgamentos. Torna o conteúdo mais humano e mais próximo da realidade”, afirma.
Embora dialogue com o universo do Trambicast pelo público-alvo e pelo foco em entretenimento, o Luli sem filtro se distancia ao permitir que os convidados se mostrem de forma mais abertos. “Aqui o convidado pode ser mais ele mesmo. Além disso, temos quadros específicos de jogos e outras dinâmicas”, explica.
No Trambicast, Luiza ganhou espaço com o quadro de jogos e desafios, criado em parceria com Jean Chambre. A proposta surgiu para deixar os convidados mais descontraídos e aumentar a interatividade com o público. “Busco mostrar um lado que o público não conhece, o lado mais natural e real do convidado”, afirma.
A experiência em um podcast consolidado foi decisiva para que ela se sentisse segura para lançar o próprio projeto. “Antes de começar, participei de outros quadros que me ajudaram a entender como tudo funciona”, conta.
Ainda assim, equilibrar o papel de colaboradora em um projeto maior com a construção de uma identidade própria é um desafio constante. “Aprendo com o que já funciona, mas também preciso trazer minhas ideias e minha visão. É encontrar um equilíbrio entre inovação e a essência do projeto”, avalia.
Para o futuro, Luiza projeta crescimento e expansão. A expectativa é ampliar a audiência, criar uma comunidade engajada e diversificar os formatos do programa, incluindo jogos e até eventos ao vivo. “Quero que o Luli sem filtro seja reconhecido como uma referência em cultura e impacto positivo”, diz.
Entre entretenimento e reflexão, o podcast também abriga conversas que ela ainda sonha em realizar. Entre os nomes citados estão Anitta e Maisa. “São mulheres que começaram cedo e têm um impacto enorme entre o público jovem. Esse também é o meu propósito”, afirma.
Com apenas 16 anos, Luiza Manfrinato aposta em um projeto autoral que reforça o protagonismo da nova geração na criação de conteúdo digital — com menos filtros e mais autenticidade.
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FRANCISCA BEZERRA DE SOUSA
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