O verão, sinônimo de férias e sol, é, paradoxalmente, a estação mais desafiadora para a saúde da pele. A combinação de calor extremo, sudorese excessiva, aumento da oleosidade e a radiação ultravioleta (UV) intensa cria um ambiente propício para a exacerbação de condições crônicas, como o melasma e a acne.
A cosmetóloga e CEO da Adélia Mendonça Cosmiatria Científica Avançada, Adélia Mendonça, alerta para os perigos dessa "tempestade perfeita" e a necessidade de uma rotina de cuidados preventivos e de resgate da barreira cutânea. "No verão, o aumento da temperatura corporal e ambiental estimula a produção de sebo e o suor, alterando o pH da pele e desorganizando o microbioma cutâneo. Isso, por sua vez, enfraquece a barreira de proteção. Uma barreira comprometida é a porta de entrada para inflamação e desidratação, que são gatilhos diretos para crises de acne e, principalmente, para o escurecimento e a reincidência do melasma," explica
Adélia e sua equipe destacam três mecanismos principais pelos quais a pele é agredida durante a estação:
Para combater esses efeitos, a especialista recomenda uma rotina que priorize a estabilidade da pele em vez de tratamentos agressivos de "ataque", que devem ser reservados para outras estações.
"A palavra-chave do verão é estabilidade. Precisamos de dermocosméticos que acalmem, reponham a hidratação e, acima de tudo, protejam com eficácia inigualável," pontua a Cosmetóloga. "Não é hora de retinóides fortes ou peelings agressivos. É hora de investir em antioxidantes potentes, filtros solares com tecnologias de amplo espectro, e ativos que reparam a barreira como ceramidas, ômegas e prebióticos".
O resgate da barreira cutânea é o primeiro passo para que a pele "não desande". É o escudo protetor que garante o sucesso de qualquer tratamento. "A barreira íntegra resiste melhor à inflamação induzida pelo calor e ao estresse oxidativo. Ao final da estação, quem investiu na proteção e no resgate da barreira não terá o trabalho de correr atrás dos prejuízos causados pelo sol. A chave é ser preditivo, e não reativo," finaliza a especialista.
Acompanhe o trabalho da Adélia Mendonça no Instagram: @adeliamendoncaoficial
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MARIA JULIA HENRIQUES NASCIMENTO
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