No contexto do Dezembro Vermelho, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção do HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis, a falta de informação qualificada sobre saúde sexual ainda se mantém como um dos principais fatores de vulnerabilidade entre adolescentes e jovens. Para a professora do curso de Pedagogia do Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio (Ceunsp), Eliana de Toledo, a educação, a escola e a família desempenham papéis complementares e essenciais para orientar, acolher e reduzir riscos nessa fase da vida.
Segundo a docente, com 38 anos de atuação na educação básica e 11 no ensino superior, a escola é um espaço privilegiado para a formação crítica e o desenvolvimento da autonomia. “É nesse ambiente que os adolescentes aprendem a avaliar riscos e tomar decisões mais seguras. Quando a escola promove debates abertos e embasados sobre HIV e sexualidade, oferece equidade: todos os estudantes têm acesso às mesmas informações confiáveis, independentemente de seu contexto familiar”, explica.
Combater o estigma do HIV exige que o tema seja tratado como questão de saúde, e não como questão moral. Uma abordagem natural e clara reduz o preconceito e encoraja os jovens a buscar prevenção e cuidados.
Além da escola, o diálogo dentro de casa também tem papel determinante. A família contribui diretamente para a formação de valores e atitudes, e conversas regulares, sem julgamentos, ajudam o adolescente a compreender riscos e desenvolver o autocuidado. De acordo com a profissional, escutar, acolher e orientar são atitudes que criam um ambiente de confiança. Quando os pais se mostram disponíveis, o jovem entende que pode tirar dúvidas sem medo.
Apesar disso, as escolas ainda enfrentam desafios comuns ao abordar o tema, e para superá-los é fundamental que as instituições de ensino e a família atuem juntas. “A parceria deve ser baseada em diálogo e transparência. Quando ambas reforçam mensagens coerentes sobre cuidado e responsabilidade, o impacto sobre os jovens é muito maior”, conta a especialista.
É fundamental que situações específicas que chegam à escola, assim como evidências de que o adolescente está em risco, sejam prontamente direcionadas aos profissionais responsáveis, como os da área da saúde, garantindo suporte adequado e proteção ao jovem.
Por fim, a educadora reforça que estimular a prevenção deve ser entendido como parte da construção da autonomia. “Quando falamos de maneira clara sobre saúde, mostramos que responsabilidade e autocuidado caminham juntos. Incentivar a testagem, buscar profissionais e acessar serviços de saúde são fundamentais para que os jovens façam escolhas seguras.”
Sobre o Ceunsp – Com mais de 60 anos de tradição e dois campi – Itu e Salto –, o Ceunsp é reconhecido por seu ensino de qualidade, com ótimos indicadores comprovados pelo MEC, Enade e Guia da Faculdade, sendo considerado um dos maiores complexos educacionais da região. Oferece cursos de graduação e pós-graduação em diversas áreas do conhecimento. Em 2024, o Ceunsp passou a oferecer o curso de Medicina. A instituição pertence ao grupo Cruzeiro do Sul Educacional, um dos mais representativos do País, que reúne instituições academicamente relevantes e marcas reconhecidas em seus respectivos mercados. Visite: www.ceunsp.edu.br.
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ELLEN ALVES BATISTA
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