O ensaísta que poetizou a metrópole
Um lívro de literatura onde se canta a poesia lírica
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Roberto Souza Rio de Janeiro - 2025 Quando os números apresentam uma cidade que está doente, surge um escritor que passa a escrever a cidade com a poesia em cantos líricos — cantos que não têm apenas a intenção de agradar, mas expor o ambiente. Assim o professor e ensaísta Edilson Gomes de Lima apresenta o seu novo livro. Um verdadeiro lamento poético — a obra utiliza uma linguagem lírica e, por vezes, distópica para expressar a perda da "alma artesã" de grandes metrópoles, cidades que antes eram pulsantes e com a atividades que impulsionava a economia. A parte mais marcante da obra "O Bocejo da Metrópole" é a sua crítica poética e lírica à transformação e decadência urbana, que retrata a metrópole perdendo sua vitalidade produtiva e artesanal para se tornar uma "cidade-dormitório", marcada pela apatia do consumo e da boêmia. A obra apresenta contraste urbano e destaca o forte aspecto entre o passado de vigor produtivo pelos fornos acesos, martelos em sinfonia e o presente de inércia, consumo, jogatina, agiotagem a alta boêmia e o ócio. O leitor que notar uma situação distópica estará na pista correta. Poesias que cantam a crítica social — a obra levanta um questionamento profundo sobre o desenvolvimento urbano e a passividade da população diante dessa transformação, sugerindo um "consenso silencioso" que permitiu a mudança para uma cidade mais voltada para o ócio do que para o trabalho e a criação e tudo em um cenário altamente distópico. Essencialmente, o que fica na memória após ler a obra é um mistério — a obra é o retrato de uma cidade que, no seu crescimento, "boceja" de apatia e esquecimento de sua essência produtiva. A obra já se encontra à venda nas melhores livrarias.
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Edilson Gomes de Lima
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FONTE: Roberto Souza