Nos dias mais quentes, especialmente no verão, é comum que tanto crianças quanto adultos sintam os efeitos do calor intenso. Para aproveitar essa estação de forma segura, é importante tomar alguns cuidados, mesmo em dias que não estão tão típicos de verão, para evitar problemas de saúde inesperados. A Dra. Simone Sena Fernandes, infectologista do dr.consulta, comenta sobre as principais condições que costumam fazer as pessoas procurarem hospitais nesta época do ano. Confira abaixo!
1. Arboviroses
O termo é usado para condições virais transmitidas por insetos, como o mosquito Aedes aegypti, responsável por transmitir o vírus causador da dengue, zika, chikungunya e febre amarela – enfermidades comuns nessa época do ano.
No Brasil, as chuvas e as temperaturas altas, típicas do verão, favorecem a reprodução do mosquito. A prevenção de todas essas doenças é a mesma: evitar ser picado pelo inseto. Algumas medidas que podem ajudar são:
2. Micose
A mistura de calor, suor, praia e piscina é um convite para fungos se instalarem na pele, unhas, couro cabeludo e mucosas. Além do aumento de umidade, atividades ao ar livre, piscinas, praias e vestir roupas mais leves geram contato direto maior com superfícies infectadas. Quando ocorre a proliferação desses fungos, pode haver lesões com coceira, vermelhidão, descamação e, em alguns casos, formação de bolhas.
Normalmente, as regiões mais afetadas pela condição são as virilhas, as axilas e entre os dedos dos pés. Por isso, durante o verão, é essencial manter as práticas de higiene pessoal, deixar as dobras do corpo sempre secas e limpas, além de evitar o compartilhamento de objetos pessoais.Ao primeiro sinal de infecção, é importante procurar um clínico geral ou um dermatologista para que a área seja examinada e o tratamento correto seja indicado.
3. Otite
Para minimizar as chances de uma infecção, a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo recomenda:
4. Desidratação
O corpo humano tem uma forma bastante eficiente de evitar o superaquecimento: o suor. Porém, se a perda de líquidos for excessiva, o organismo começa a apresentar sinais de desidratação. Os principais sintomas são: mal-estar e fraqueza, ressecamento de mucosas (como olhos, nariz e boca), longos períodos sem urinar e aumento da irritabilidade.
Para evitar que isso aconteça, a dica é bastante simples: beber água. Cuidar também da alimentação, consumindo muitas frutas e sucos, para garantir a hidratação e a energia necessária para enfrentar os dias de sol.
Além disso, é importante redobrar os cuidados com a prática de atividades físicas ao ar livre, optando pelos horários em que o sol e o calor não estão tão fortes para realizar seus exercícios.
5. Insolação
A exposição prolongada e inadequada ao sol resulta, segundo o Ministério da Saúde, em um aumento da temperatura corporal, o que pode levar a sintomas como tonturas, náuseas, dor de cabeça, pulso rápido, pele quente e seca, distúrbio visual e confusão mental.
Em quadros mais graves, a pessoa pode apresentar respiração rápida e difícil, extremidades arroxeadas, palidez, convulsões, temperatura muito elevada, aumento do ritmo cardíaco, coma e, em alguns casos, óbito.
Para prevenir a insolação, é essencial adotar medidas de proteção:
Em casos de exposição prolongada ao sol e surgimento de sintomas, especialmente os mais graves, é fundamental procurar abrigo, resfriar o corpo e buscar assistência médica.
6. Intoxicação alimentar
As altas temperaturas diminuem o tempo de conservação dos alimentos que não são mantidos sob refrigeração adequada. A ingestão de comidas e bebidas contaminadas possibilita a ocorrência das chamadas doenças transmitidas por alimentos e água ou intoxicação alimentar.
Náusea, vômito, diarreia, dor abdominal, falta de apetite e febre são os principais sintomas, aponta o Ministério da Saúde. A prevenção dessa condição depende de:
Em caso de manifestação dos sintomas, é importante ter cuidado com a desidratação e procurar atendimento médico para que seja indicado o melhor tratamento para o caso.
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HIORRAN RAFAEL DOS SANTOS
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