Quase um terço dos afastamentos registrados na indústria brasileira tem relação com o uso de equipamentos de proteção individual inadequados, de acordo com dados do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho, plataforma vinculada ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e à Organização Internacional do Trabalho (OIT).
O dado expõe um problema recorrente no setor: em muitos casos, os equipamentos existem, mas não correspondem às exigências da função, do ambiente ou do esforço físico envolvido, reduzindo a proteção e ampliando o risco de lesões.
A busca por melhores recursos para se trabalhar pode ser vista não apenas como um gasto, mas também como uma medida preventiva. Segundo a Secretaria de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego, só no primeiro semestre de 2025 aconteceram 400 mil acidentes de trabalho e 1.600 pessoas perderam as suas vidas em situações como essa.
Nesse cenário, materiais técnicos produzidos por empresas especializadas em segurança do trabalho, como a Bunzl, têm destacado a importância da ergonomia e da especificação correta dos EPIs como fatores centrais para a redução de afastamentos e acidentes no ambiente industrial.
Capacetes, luvas, óculos de proteção, calçados de segurança, protetores auditivos e cintos ergonômicos estão entre os EPIs mais presentes na rotina industrial.
O uso, porém, costuma seguir padrões genéricos, sem avaliação detalhada do posto de trabalho, o que pode gerar sobrecarga física, desconforto contínuo e, ao longo do tempo, afastamentos.
Não é apenas a ausência de proteção que preocupa. O erro na escolha do equipamento aparece com frequência nos registros de acidentes e doenças ocupacionais.
A seleção correta dos EPIs exige critérios técnicos claros e alinhados à realidade da operação. Entre os principais pontos de atenção podem estar:
Mapeamento do risco: é necessário identificar se a atividade envolve impacto, ruído, repetição de movimentos, levantamento de peso ou exposição a agentes físicos e químicos.
Ajuste e ergonomia: o equipamento deve se adaptar ao corpo do trabalhador, sem limitar movimentos nem gerar pressão excessiva.
Certificação obrigatória: conferir se o EPI possui Certificado de Aprovação (CA) válido, conforme a NR-6.
Condições de uso contínuo: EPIs utilizados por longos períodos precisam oferecer conforto e reduzir a fadiga.
Orientação e treinamento: o trabalhador deve saber utilizar corretamente o equipamento e reconhecer sinais de inadequação.
Caso não o apetrecho que será usado não esteja de acordo com os pontos acima, é aconselhável que se procure um outro para uso.
O objetivo é garantir que o trabalhador esteja com condições adequadas para desenvolver a função para qual foi contratado.
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ALICE BATISTA DE ALMEIDA
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