“Esse Rio É Meu” chega em quatro locais da Baixada Fluminense

Expansão marca novo momento para a educação, conectando o currículo escolar à preservação dos corpos hídricos nas cidades

Por FIO DOIS ZERO UM
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“Esse Rio É Meu” chega em quatro locais da Baixada Fluminense
Dilvugacão

A mobilização pela recuperação dos rios fluminenses acaba de ganhar milhares de novos aliados. O programa “Esse Rio É Meu”, iniciativa da OSCIP planetapontocom, celebra sua chegada oficial a quatro municípios estratégicos: Japeri, Queimados, São João de Meriti e São Gonçalo. A expansão marca um novo momento para a educação por meio de causas, conectando o currículo escolar à preservação dos corpos hídricos que cortam os bairros dessas capitais.

Inovação a serviço do ensino público

Para Silvana Gontijo, presidente da planetapontocom, a chegada do projeto aos novos municípios parte da missão de desenvolver soluções inovadoras que qualifiquem a educação pública brasileira. Silvana enfatiza que o foco não é apenas a inovação tecnológica, mas o aprimoramento do aprendizado:

“Nosso grande propósito é trazer novas perspectivas que melhorem a qualidade do ensino público brasileiro. Toda inovação que a gente faz é com esse foco. O legado que a gente pretende deixar fica tangível na medida em que a gente vê os rios sendo recuperados, mas, acima de tudo, no impacto no aprimoramento pedagógico e na aprendizagem, e que será nosso principal foco na chegada à Baixada”

O rio como sala de aula

A metodologia do “Esse Rio É Meu” transforma as escolas em hubs de solução para desafios reais. Alunos e professores tornam-se protagonistas, realizando desde o levantamento histórico de rios que hoje estão canalizados ou degradados até a proposição de soluções concretas. Silvana Gontijo ressalta o poder transformador dessa conexão:

“Quando um aluno de Japeri ou de São Gonçalo olha para o rio perto da sua casa e entende que aquele corpo hídrico é parte da sua vida, a cidade inteira ganha. A gente trabalha muito estimulando a leitura, a produção textual e o raciocínio lógico, trazendo instrumentos para que o professor consiga solucionar dificuldades de aprendizagem e desafios do dia a dia.”

Parcerias e Legado

A implementação do programa baseia-se em parcerias fundamentais com as Secretarias de Educação e Meio Ambiente locais. Como explica Silvana Gontijo, o projeto é construído a várias mãos: “O planetapontocom não é prescritivo; a gente chega nos lugares e constrói junto com a secretaria o formato que o programa terá naquele município”.

Com o programa já consolidado no Rio de Janeiro, onde é lei e política pública em mais de 1.500 escolas, a expertise da planetapontocom agora está a serviço da Baixada e do Leste Fluminense, prometendo engajar a juventude na construção de um futuro com mais água limpa e cidadania.


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EDUARDO CARVALHO DOS SANTOS
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