Avanço da ferrugem asiática na soja reforça papel do melhoramento genético no manejo fitossanitário

Paraná e Mato Grosso do Sul concentram os principais focos; produtores estão em alerta  para a safra 2025/26

Por GABRIELA SALAZAR
5 Min

Avanço da ferrugem asiática na soja reforça papel do melhoramento genético no manejo fitossanitário
TMG

A ferrugem asiática da soja segue como um dos principais desafios fitossanitários da safra 2025/26. Dados do Consórcio Antiferrugem indicam 186 focos da doença registrados no Brasil em janeiro de 2026, com maior concentração no Paraná, que reúne 104 ocorrências, e em Mato Grosso do Sul, com 55 casos. Há registros também em estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Minas Gerais, o que demonstra a ampla circulação do fungo.
 

Segundo Patrick Santos, consultor de desenvolvimento de produtos da TMG - Tropical Melhoramento & Genética, empresa brasileira especializada em soluções genéticas para soja, algodão e milho, o avanço da doença ocorre dentro do esperado, mas há um sinal de alerta importante aos agricultores. “Os primeiros relatos foram pontuais no fim de novembro e em dezembro, muito associados a falhas de manejo. A partir de janeiro, a pressão aumenta, como ocorre historicamente. Isso sempre preocupa os produtores, que temem pela queda de produtividade”, afirma.
 

As regiões de fronteira continuam sendo os principais pontos de entrada da ferrugem no país. Os primeiros focos costumam surgir no oeste do Paraná, além de áreas do sul e sudoeste do Mato Grosso do Sul, e regiões do oeste de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, em função da dinâmica de dispersão do fungo e da presença de soja voluntária.
 

Para Santos, as estratégias de manejo fitossanitário variam conforme a realidade econômica de cada produtor. Em uma safra marcada por restrição de crédito e menor acesso a financiamento e seguro agrícola, as decisões acabam sendo limitadas, o que reforça a necessidade de ferramentas que atuem de forma contínua no controle da doença.
 

Nesse sentido, o melhoramento genético tem papel central no enfrentamento da ferrugem asiática. A adoção de cultivares com resistência genética amplia a eficiência do manejo fitossanitário ao reduzir a pressão da doença e desacelerar sua disseminação. “A combinação entre genética e um programa de fungicidas bem planejado traz mais previsibilidade ao produtor, principalmente em áreas com histórico de maior incidência”, afirma Santos.
 

O consultor destaca que as tecnologias desenvolvidas pela TMG, INOX e INOX Plus, que incorporam nas cultivares, resistência à ferrugem associada a melhorias agronômicas. Esses materiais são indicados para regiões com maior risco da doença ou áreas de semeadura mais tardia, comuns no Sul do país.
 

A resistência genética atua diretamente no ciclo do fungo. Quando ocorre a infecção, a planta reage eliminando as células ao redor do ponto atingido, o que limita a esporulação e interrompe a evolução da doença. Mesmo em condições de alta pressão, esse mecanismo contribui para retardar o ciclo do patógeno e apoiar o manejo fitossanitário da lavoura.
 

“Em situações de pressão normal ou moderada, a própria cultivar já contribui para reduzir a disseminação dentro da área e para lavouras vizinhas. Mesmo em cenários mais intensos, o efeito de atraso no ciclo da ferrugem segue presente”, conclui Santos.
 

Sobre a TMG 

 

A TMG — Tropical Melhoramento e Genética é uma empresa brasileira multiplataforma que conta com um banco de germoplasma premium e atua há mais de 20 anos para oferecer aos produtores rurais soluções genéticas para algodão, soja e milho. Em seu portfólio, estão cultivares e híbridos desenvolvidos com todas as biotecnologias disponíveis no mercado, visando entregar inovação ao campo e contribuir para atender a demanda mundial de grãos e fibras de forma sustentável. A matriz da TMG está localizada em Cambé (PR) e a companhia conta também com uma unidade em Rondonópolis (MT), além de 14 bases de pesquisa e desenvolvimento espalhadas por seis estados, nas principais regiões produtoras brasileiras, com ensaios e experimentos de campo (RS: Passo Fundo e Palmeiras das Missões - PR: Cambé, Marilândia, Campo Mourão – MS: Dourados - MT: Sapezal, Roo-BVP, Sorriso, Campo Verde, Primavera do Leste – GO: Rio Verde, Chapadão do Céu – BA: Luís Eduardo Magalhães). A empresa possui também parceria comercial e cooperação técnica com grandes players do mercado nacional e internacional. Para saber mais, acesse o site.

 

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