Instabilidade global acelera expansão de empresas brasileiras para os Estados Unidos
Empresários buscam jurisdições mais estáveis para crescer internacionalmente e especialistas apontam aumento na abertura de estruturas empresariais no mercado americano.
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A instabilidade geopolítica que marca o cenário internacional — com guerras regionais, tensões comerciais e disputas por tecnologia — começa a influenciar também as estratégias de expansão de empresas brasileiras. Em um ambiente global mais incerto, cresce o número de empresários que optam por estruturar presença nos Estados Unidos como forma de ampliar mercado, proteger operações e diversificar riscos. Para especialistas em internacionalização, o movimento reflete uma reorganização mais ampla da economia global, na qual empresas passam a priorizar países com maior previsibilidade institucional, segurança jurídica e acesso a mercados estratégicos. “Em momentos de instabilidade global, as empresas naturalmente procuram ambientes mais previsíveis. Os Estados Unidos continuam sendo uma das jurisdições mais seguras para estruturar expansão internacional.” A análise é de Renato Alves de Oliveira, especialista em internacionalização de empresas entre Brasil, Estados Unidos e Portugal e diretor de expansão e negócios da Bicalho Consultoria Legal, consultoria que atua na estruturação de operações empresariais e estratégias de expansão internacional entre esses mercados. Busca por segurança jurídica e acesso ao mercado americano Abrir uma empresa nos Estados Unidos nem sempre significa transferir imediatamente toda a operação para o país. Em muitos casos, a estratégia começa com a criação de uma estrutura jurídica que permita ampliar oportunidades comerciais e posicionamento internacional. Entre os fatores que têm impulsionado esse movimento estão: • acesso direto ao mercado consumidor americano • ambiente regulatório considerado previsível • maior facilidade para atrair investimentos • proximidade com centros globais de inovação Para empresas brasileiras que já operam com clientes internacionais, a presença formal no mercado americano pode representar também um ganho relevante de competitividade. “Hoje a internacionalização pode começar de forma gradual. Muitas empresas mantêm sua operação principal no Brasil, mas criam uma estrutura nos Estados Unidos para acessar novos mercados e fortalecer sua presença global.” Reorganização das cadeias globais de negócios Nos últimos anos, empresas ao redor do mundo passaram a rever suas estratégias de produção, fornecimento e expansão internacional. A pandemia, disputas comerciais e conflitos regionais aceleraram um processo de revisão das cadeias produtivas globais. Esse cenário tem levado empresas a buscar mercados considerados mais integrados e estáveis dentro do sistema econômico internacional. “Estamos entrando em um momento em que países competem não apenas por investimentos, mas também por empresas e empreendedores. Ter presença em mercados estratégicos passou a ser uma decisão de crescimento e também de proteção empresarial.” Internacionalização começa cada vez mais cedo Especialistas apontam que a internacionalização deixou de ser apenas uma etapa final de crescimento e passou a fazer parte do planejamento estratégico desde os primeiros estágios de expansão empresarial. Empresas que desejam competir globalmente tendem a estruturar presença em mercados-chave antes mesmo de uma mudança operacional completa. Para Renato Alves de Oliveira, esse movimento deve se intensificar nos próximos anos, especialmente em setores ligados à inovação, tecnologia e serviços globais. “Empresas que pensam de forma global começam a estruturar essa presença antes mesmo de transferir operações. A internacionalização deixou de ser apenas um passo final de crescimento e passou a fazer parte da estratégia desde cedo.” Quem é Renato Alves de Oliveira - Diretor de negócios e expansão da Bicalho Consultoria Legal, responsável pela articulação estratégica de internacionalização entre Brasil, Estados Unidos e Portugal;
- CEO e idealizador da Be International, iniciativa voltada à integração empresarial global;
- Executivo com experiência em estruturar modelos de entrada de mercado, parcerias estratégicas e governança de expansão para empresas e franquias brasileiras.
- Bacharel em Administração de Empresas no Brasil;
- Mestrando em Administração de Empresas pela Flórida Christian University, nos Estados Unidos;
- Membro da International Christian Chamber of Commerce (ICCC) e do C12 Brasil.
Sobre a Bicalho Consultoria Legal Empresa com ampla experiência em processos migratórios para os Estados Unidos e Portugal, com escritórios no Brasil, em Portugal e nos EUA. Oferece soluções para empresas, empreendedores e profissionais liberais, que incluem assessoria jurídica, consultoria nas áreas empresarial, tributária e trabalhista, além de planejamento patrimonial, auxiliando na internacionalização de negócios, carreiras e famílias. A consultoria conta com uma equipe experiente e multidisciplinar de profissionais. Renato Alves de Oliveira está disponível para entrevistas através da ASSESSORIA DE IMPRENSA - CM PRESS Produções Artísticas Cláudia Moura Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
CLAUDIA ROSANA MOURA
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