Fórum em Belo Horizonte reúne escolas sociais de quatro estados para discutir educação em territórios vulneráveis
Evento da Rede Lius Agostinianos contou com a participação de representantes de suas unidades sociais localizadas em MG, RJ, SP e CE
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A atuação da educação em contextos de vulnerabilidade social foi o eixo central de um fórum realizado, em Belo Horizonte, que reuniu representantes de escolas sociais da Rede Lius Agostinianos em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Ceará.
Durante três dias, lideranças, gestores, educadores e equipes técnicas do Armazém de Ideias e Ações Comunitárias (AIACOM), na cidade do Rio de Janeiro; da Escola Santo Agostinho (ESA), em Bragança Paulista, São Paulo; da Escola Profissionalizante Santo Agostinho (EPSA), no Barreiro, em Belo Horizonte e da Obra Social Adeodato, em Fortaleza, no Ceará, compartilharam práticas e discutiram caminhos para ampliar o impacto de suas ações nos territórios onde atuam. A abertura ocorreu na EPSA, no Barreiro, e os demais dias de encontro foram na Casa de Retiro São José.
O fórum integrou o planejamento estratégico da Rede Lius para o período de 2026 a 2030 e focou principalmente no fortalecimento da atuação das unidades sociais em áreas como educação, assistência social e formação humana. Entre os principais temas abordados, estiveram a relação entre escola e pertencimento, o protagonismo de crianças, adolescentes e jovens e a necessidade de integrar práticas pedagógicas a políticas de assistência social.
Segundo Cleidy Nicodemos, diretora de Unidades Socieducacionais da Rede Lius Agostinianos e diretora do Colégio Agostiniano AIACOM, o Fórum das Escolas Sociais procurou discutir o papel dessas instituições em comunidades marcadas por desigualdades, considerando o território como parte ativa do processo educativo. “Acreditamos em uma leitura dos territórios não apenas como espaço de carências, mas como um cenário de potência e transformação”, relata.
O encontro também destacou a importância da escuta qualificada e do fortalecimento de vínculos como elementos centrais para a atuação em contextos vulneráveis. “As experiências apresentadas pelas unidades evidenciaram estratégias que buscam responder a desafios comuns, como evasão escolar, fragilidade de vínculos sociais e acesso desigual a oportunidades”, afirma Cleidy.
A diretora acrescenta que, para além da abordagem humanista, a Rede Lius preza pela excelência pedagógica tanto nas seis unidades do Colégio Santo Agostinho, quanto nas escolas sociais. Quase duas mil crianças e jovens estudam gratuitamente em uma das unidades sociais, com direito a alimentação, uniformes e atendimento social. “Nossos números evidenciam a quantidade de vidas sendo transformadas pela educação”, destaca Cleidy.
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NATHÁLIA CAROLINE FERREIRA NOGUEIRA
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