O Dia das Mães de 2026 deve movimentar R$ 37,91 bilhões no comércio e serviços, segundo levantamento da CNDL e SPC Brasil. Ao mesmo tempo em que aquece o varejo, a data reacende uma preocupação recorrente: como presentear sem comprometer o orçamento.
Para a planejadora financeira Luciana Ikedo, autora do livro Vida Financeira — Descomplicando, economizando e investindo, o principal risco está nas decisões impulsivas. “O maior erro é deixar o emocional falar mais alto na hora da compra, sem antes fazer as contas. Definir um limite de gasto é o primeiro passo para evitar arrependimentos depois”, afirma Ikedo.
Segundo a especialista, o ideal é que o presente esteja previsto no planejamento financeiro do mês, considerando outras despesas e datas próximas, como o Dia dos Namorados. “É uma data afetiva, mas não deve ser uma data de endividamento. O melhor presente é aquele que cabe no bolso e não pesa depois”, diz Luciana.
Planejamento e antecedência ajudam a economizar
Do lado do consumo digital, a recomendação é evitar compras de última hora. De acordo com o levantamento da CNDL e SPC Brasil, 77% dos consumidores pretendem pesquisar preços antes de comprar, enquanto o Pix já se consolidou como principal forma de pagamento à vista, utilizado por 52%.
Para Ivan Zeredo, diretor de marketing do Cuponomia, a antecedência amplia as possibilidades de economia. “Comprar com mais tempo permite comparar preços, evitar fretes mais caros e acessar melhores condições. No ambiente online, essa diferença pode ser significativa”, explica o executivo. Ele também destaca que muitos consumidores ainda deixam de aproveitar ferramentas disponíveis. “Cupons de desconto e cashback são recursos simples, mas que podem reduzir o valor final da compra de forma relevante. É uma economia que, no acumulado, faz diferença”, afirma Zeredo.
Segundo os dois especialistas, algumas estratégias práticas podem ajudar o consumidor a equilibrar o orçamento sem abrir mão da celebração:
Definir um valor máximo antes de começar a busca pelo presente
Pesquisar preços em diferentes lojas e plataformas
Evitar compras por impulso ou de última hora
Utilizar cupons de desconto e cashback
Priorizar pagamentos à vista, quando possível
Considerar presentes personalizados ou experiências
Criatividade pode substituir gastos elevados
Nem sempre o valor financeiro está diretamente ligado ao significado do presente. Para Luciana Ikedo, alternativas mais simples podem ser igualmente relevantes. “Preparar um café da manhã, cozinhar um prato especial ou resgatar memórias em um álbum são formas de presentear com intenção, sem grandes gastos”, sugere a planejadora financeira. Ela também aponta que pequenos produtores e negócios locais podem oferecer opções acessíveis e diferenciadas, ampliando as possibilidades para quem busca fugir dos presentes tradicionais.
Com o avanço do e-commerce, o consumidor passou a ter mais acesso a ferramentas de economia, mas ainda há espaço para uso mais estratégico. “Não se trata de comprar mais porque há desconto, mas de comprar melhor. Planejamento e informação continuam sendo os principais aliados”, conclui Zeredo.
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ANDRE LUIS FREITAS SANTOS
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