Mães universitárias: conciliar a maternidade com estudos pode ser um desafio que transforma realidades

Por WEBER SHANDWICK
5 Min

Mães universitárias: conciliar a maternidade com estudos pode ser um desafio que transforma realidades
Acervo Pessoal Zilvania

Alunas da EAD UniCesumar contam suas trajetórias de vida enquanto mães, e como suas formações em andamento se tornaram sonhos alcançáveis

No Dia das Mães, histórias de coragem, persistência e amor ajudam a mostrar como a maternidade pode caminhar ao lado dos estudos, do trabalho e da realização de sonhos. Na UniCesumar, alunas de diferentes cursos e polos conciliam a rotina acadêmica com os desafios de criar filhos, sustentar a família e construir novas possibilidades para o futuro.

Entre elas estão Zilvania Santos, Maria Eduarda Roseno de Souza e Aline Gomes. Vindas de realidades distintas, elas compartilham trajetórias marcadas por desafios, julgamentos, cansaço e recomeços, mas também por uma certeza em comum: a educação se tornou um caminho para transformar a própria vida e inspirar seus filhos.

Da dor ao recomeço: Zilvania transforma a maternidade em força para seguir em frente

Moradora da zona rural de Fortuna, no Maranhão, Zilvania Santos, de 38 anos, é casada, mãe de duas filhas e, desde 15 de abril, avó. Agente comunitária de saúde, ela cursa Pedagogia e Educação Física EAD no polo da UniCesumar em Colinas (MA) ao mesmo tempo. Sua história é marcada por momentos de dor, luta e superação.

Após o nascimento da primeira filha, Zilvania enfrentou a depressão pela primeira vez. Em meio ao sofrimento e aos julgamentos por ser mãe solo, encontrou na maternidade forças para continuar. Mesmo fragilizada, retomou os estudos e concluiu o curso técnico em Enfermagem. Anos depois, durante a segunda gestação, voltou a enfrentar a depressão de forma ainda mais intensa e chegou a ser internada em um hospital psiquiátrico em Brasília, durante o período da pandemia.

Com o apoio da fé e motivada pelas filhas, Zilvania decidiu transformar as próprias cicatrizes em aprendizado. Hoje, ela vê nos estudos uma forma de reconstrução e incentiva a filha de 17 anos, que se tornou mãe recentemente, a continuar estudando. “Decidi transformar minha dor em coragem, minhas cicatrizes em aprendizado e minha história em exemplo”, conta. “A maternidade é inspiração para prosseguir.”

Maria Eduarda seguiu estudando durante a gestação e hoje inspira pelo exemplo

Aluna do Bacharelado em Educação Física no polo de João Pessoa, na Paraíba, Maria Eduarda Roseno de Souza descobriu a gravidez logo após ingressar na faculdade. Em um momento em que muitas pessoas acreditavam que ela deveria parar, decidiu continuar estudando, trabalhando e lutando pelo próprio futuro. “Eu comecei a construir o meu futuro quando muita gente achava que eu deveria parar”, afirma.

A gestação trouxe medos, incertezas e julgamentos, mas também marcou o início de uma nova força. Depois do nascimento do filho, a rotina ficou ainda mais intensa, com noites sem dormir, cansaço e responsabilidades. Ainda assim, Maria Eduarda permaneceu firme no objetivo de seguir na formação acadêmica. “A gestação não foi um limite, foi o início da minha força”, relata.

Hoje, o filho, de 3 anos, é a principal motivação da estudante, que também atua como professora de natação. Para ela, a educação foi o caminho escolhido para transformar a própria vida e contribuir com a transformação de outras pessoas. “Minha história não é sobre facilidade. É sobre coragem”, resume.

Aline retoma o sonho da faculdade após anos dedicados à família

Aline Gomes, de 34 anos, é aluna de Pedagogia no polo de Cajati, em São Paulo. Ela se casou aos 16 anos e, ainda muito jovem, teve a primeira filha. A maternidade chegou cedo e trouxe responsabilidades que precisaram ser aprendidas na prática, junto com a busca pelo primeiro emprego e a continuidade dos estudos.

Aos 17 anos, Aline conseguiu uma oportunidade em um hospital e, pouco depois de completar 18, foi registrada. A rotina passou a ser dividida entre trabalho, casa, maternidade e tentativas de estudar. Com o tempo, engravidou novamente e continuou enfrentando uma jornada intensa, cuidando das filhas, da família e mantendo vivo o sonho de fazer faculdade e se tornar professora. “Dentro de mim, existia um sonho que nunca morreu: o de fazer faculdade e me tornar professora”, relembra.

Anos depois, com as filhas mais velhas e o apoio da família, Aline deu um passo importante em direção ao sonho que nunca abandonou. Hoje, cursa Pedagogia e vê na própria trajetória uma mensagem para os filhos. “Hoje estou fazendo faculdade de Pedagogia, muito feliz e orgulhosa da minha trajetória”, afirma. “Tenho fé que, daqui a alguns anos, estarei formada, mostrando para minhas filhas que todo esforço vale a pena.”


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Priscilla Poubel
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