Muito além do físico: por que a corrida é considerada um remédio natural contra o estresse

Coordenadora de Educação Física da Unifran explica os efeitos científicos da corrida no cérebro, ensina como iniciar de forma segura e traz conselho para vencer a preguiça

Por ELLEN ALVES
6 Min

Muito além do físico: por que a corrida é considerada um remédio natural contra o estresse
Imagem: Unsplash
No dia 3 de junho é celebrado o Dia Mundial da Corrida (Global Running Day), uma data que convida pessoas do mundo todo a calçarem os tênis e darem os primeiros passos em direção a uma vida mais ativa. Mas, muito além de queimar calorias e fortalecer o coração, a ciência revela que o ato de correr funciona como um verdadeiro "remédio não farmacológico" para a saúde mental e cognitiva. Para explicar esse impacto profundo, a professora Luciana Moreira Motta Raiz, coordenadora do curso de Educação Física da Unifran, detalha como a prática regular da corrida atua no cérebro, auxilia no desempenho profissional e garante um envelhecimento saudável.

A ciência por trás da felicidade pós-treino

Sabe aquela sensação de leveza e felicidade que sentimos logo após terminar uma corrida? Ela tem explicação científica e envolve uma verdadeira "química do bem-estar" no cérebro.

"Uma série de estudos já mostrou que a prática regular de corrida estimula a liberação de endorfina, serotonina e dopamina, substâncias diretamente relacionadas à redução do estresse, da ansiedade e de sintomas depressivos", explica Luciana. "Além disso, do ponto de vista cognitivo, os exercícios aeróbicos favorecem a neuroplasticidade, melhorando funções executivas do dia a dia, a memória e a regulação emocional", complementa.

O resultado prático disso é o aumento da autoestima, maior capacidade de concentração nas tarefas diárias e uma dose extra de disciplina e disposição geral para encarar a rotina.

Por que a corrida é o esporte mais democrático do mundo?
Uma das maiores vantagens da corrida é a sua barreira de entrada quase inexistente. Por ter baixo custo, fácil acesso e poder ser praticada em ruas, parques e praças sem a necessidade de equipamentos complexos, ela atrai públicos de todas as idades, condições financeiras e níveis de condicionamento.

Para quem deseja aproveitar o Dia Mundial da Corrida para sair do sedentarismo, a especialista da Unfiran lista as principais recomendações da literatura científica para começar sem o risco de lesões:
 
  1. Comece de forma gradual: intercale momentos de caminhada com trotes e corridas leves de distâncias curtas. Respeite os períodos de descanso e evite aumentos bruscos de intensidade.
  2. Fortaleça a musculatura: exercícios para fortalecer as pernas e o core (sistema de estabilização do tronco e abdômen) são fundamentais para proteger as articulações dos impactos da corrida.
  3. Monitore seus limites: é altamente recomendável contar com a orientação de um profissional de educação física e monitorar os sinais vitais.
  4. Cuide do básico: uma boa alimentação, hidratação constante e períodos adequados de sono são combustíveis obrigatórios para quem quer evoluir no esporte.

Foco no trabalho, sono regulado e envelhecimento saudável
No longo prazo, os benefícios da corrida se acumulam e funcionam como uma poupança para o futuro. O exercício ajuda a regular o ciclo sono-vigília, combatendo a insônia e a fadiga durante o dia. Além disso, ao aumentar o fluxo sanguíneo cerebral, o esporte melhora a memória e a tomada de decisões, habilidades que impactam diretamente o desempenho profissional.

Quando o assunto é envelhecer bem, os corredores ativos saem na frente. "Estudos indicam que corredores apresentam menor risco de doenças cardiovasculares, declínio cognitivo e perda funcional. A corrida contribui para a manutenção da massa muscular e da densidade óssea, o que garante autonomia e qualidade de vida na terceira idade", ressalta a professora.

O conselho de ouro para vencer a preguiça
Para aqueles dias em que a disposição parece não aparecer, a docente da Unifran deixa um conselho prático e acolhedor: "O melhor treino é aquele que você fez, mesmo cansado, mesmo com preguiça ou desejando não fazer. Comece pequeno, respeite os seus limites. Antes o feito que o perfeito. Aos poucos, você se supera", finaliza a especialista.

Sobre a Unifran – Com mais de 50 anos de tradição em ensino superior no interior de São Paulo, a Unifran tem em sua estrutura mais de 253 mil metros quadrados. A instituição oferece cursos de graduação, tanto presenciais quanto a distância, além de especializações, mestrados e doutorados que abrangem todas as áreas do conhecimento. A universidade está entre as melhores instituições de ensino superior do mundo com base nos indicadores associados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), de acordo com a edição 2021 de 2022 do Times Higher Education Impact Rankings (THE Impact Rankings). O curso de Medicina é reconhecido como o melhor do país, entre instituições públicas e privadas, conforme o Conceito Preliminar de Curso (CPC) referente ao ano de 2019, indicador de qualidade do Ministério da Educação (MEC) e recebeu acreditação pelo Sistema de Acreditação das Escolas Médicas do Conselho Federal de Medicina (SAEME-CFM), o único certificador de qualidade das escolas médicas no Brasil. A Unifran pertence ao grupo Cruzeiro do Sul Educacional, um dos mais representativos do País. Visite: www.unifran.edu.br. Mais informações à imprensa: [email protected].

Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
ELLEN ALVES BATISTA
[email protected]


Notícias Relacionadas »
Comentários »
Comentar

*Ao utilizar o sistema de comentários você está de acordo com a POLÍTICA DE PRIVACIDADE do site https://jornaldobelem.com.br/.