Às vésperas da Copa, Terra FC bate recorde mundial de embaixadinhas em alerta sobre efeitos da crise climática

Mobilização global realizada no sábado (6) reuniu milhares de pessoas em oito países; Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo foram as sedes no Brasil

Por 2PRÓ COMUNICAçãO
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Às vésperas da Copa, Terra FC bate recorde mundial de embaixadinhas em alerta sobre efeitos da crise climática
Divulgação

Às vésperas do início da Copa do Mundo, o Terra FC entrou para o Guinness World Records ao reunir o maior número de pessoas fazendo embaixadinhas simultaneamente por 10 segundos. A mobilização, realizada neste sábado (6), reuniu milhares de participantes em oito países para alertar sobre os riscos da crise climática para o esporte e o planeta. O recorde foi batido com 511 pessoas, superando a marca anterior de 459.

No Brasil, a iniciativa envolveu as cidades do Rio de Janeiro, com ações no CT ArtSul,  do Vasco, e na Vila Olímpica de Ramos; de São Paulo, no Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa (COTP); e de Porto Alegre, no CT Cristal do Grêmio. Além de Estados Unidos, México e Canadá (as sedes da Copa), também foram realizados eventos na Inglaterra, na Irlanda, em Gana e nas Ilhas Faroé.

O movimento aconteceu em um momento em que os impactos da crise climática sobre o futebol ganham ainda mais evidência. Segundo o World Weather Attribution, do Imperial College London, um quarto das partidas da Copa do Mundo de 2026 deve acontecer sob calor intenso – com índices iguais ou superiores a 26°C na escala WBGT, utilizada internacionalmente para medir o impacto combinado entre calor, umidade e radiação solar sobre o corpo humano. A lista inclui a partida entre Brasil e Escócia, marcada para o dia 24 de junho, em Miami (EUA).

Além disso, a edição de 2026 deve ser a maior e mais poluente da história, com estimativa de cerca de 9 milhões de toneladas de CO₂e — quase o dobro da média das últimas quatro Copas. Para o Terra FC, esse cenário mostra que o futebol não está fora da crise climática: está no meio dela e, por isso, precisa fazer parte da solução.

“Mobilizações como essa mostram que o futebol tem a capacidade de engajar milhares de pessoas em prol da causa climática. O calor extremo, a pausa para hidratação e o adiamento de partidas por tempestades mostram que a crise climática já chegou ao  esporte. Ao envolver clubes, torcedores e comunidades conseguimos ampliar nossa voz para proteger o futuro do jogo – e o do planeta”, afirma Laura Moraes, diretora de campanhas do Terra FC.

A quebra de recorde contou com participantes em 50 locais, distribuídos em 39 cidades de oito diferentes países. O país com mais sedes foi os Estados Unidos, onde houve ativações em Atlanta, Aurora, Boston, Cambridge, Chicago, Dallas, Grand Rapids, Houston, Los Angeles, Miami, Montgomery County, New York State, North Carolina, Ohio, Oklahoma, Pennsylvania, Sacramento, San Diego, Seattle, St. Louis, Tucson e Utah Valley, além de duas sedes nas cidades de New Jersey, Philadelphia e Salt Lake City.

No México, participaram Guadalajara e Cidade do México, cada uma com duas sedes. No Canadá, Montreal teve duas ativações. No Reino Unido, a mobilização ocorreu em Basingstoke, Leicester, Marlow, Newcastle e Londres, que contou com três sedes. Também houve ações em Accra, capital de Gana; em Limerick, na Irlanda; e em Tórshavn, nas Ilhas Faroé.

N
o Brasil, em parceria com a prefeitura do Rio de Janeiro, uma muda de árvore será doada e plantada para cada participante envolvido nas ativações realizadas na cidade. “Queremos deixar um legado local de longo prazo para quem ajudou a quebrar o recorde e chamar a atenção para os impactos do clima, que atingem toda a sociedade, incluindo o futebol”, diz Moraes.

Futebol no centro da crise climática
O impacto do aumento das temperaturas no futebol não se limita à Copa do Mundo 2026. No Brasil, um estudo encomendado pelo Terra FC e conduzido pela consultoria ERM em 2025, mostrou que 78% dos clubes das Séries A, B e C estão em municípios com alto risco de eventos climáticos severos até 2050. O relatório apontou ainda que todos estes clubes enfrentam pelo menos um risco médio de inundações extremas, incêndios, secas e/ou ondas de calor.

Durante o Campeonato Paraense deste ano, o Terra FC promoveu a Parada pelo Clima, em parceria com a Federação Paraense de Futebol (FPF). A pausa para hidratação dos jogadores, reflexo do aumento de temperatura global, se tornou também um espaço de educação ambiental.

Com uma tema diferente em cada uma das 10 rodadas (seis da primeira fase, uma das quartas, uma das semis e duas da final), a iniciativa exibiu vídeos nos telões, mensagens de locução nos estádios e pelos narradores na TV e internet, além de faixas em campo. Todas as 12 equipes do torneio participaram do projeto.

Sobre o Terra FC
O Terra FC é uma campanha de mobilização climática que usa o poder do futebol para proteger o que amamos. A iniciativa convoca torcedores, clubes, atletas e governos para entrar em campo pelas ações climáticas, transformando cada jogo em um movimento de impacto.

É conduzida por uma coalizão de clubes, federações, atletas e organizações da sociedade civil, convocada pela rede internacional Count Us In – a mesma responsável pelo Green Football Weekend, no Reino Unido.


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JOÃO VITOR RUVOLO NAVARRO
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