Ópera de Elomar,"Auto da Catingueira" chega ao Brasil — em versão transgressora que desafia as fronteiras entre erudito e popular no Teatro Cultura Artística em São Paulo
Após turnê pela Europa, com passagens por Amsterdã e Londres, ópera de cordel do compositor baiano será apresentada ao lado do grupo holandês Apollo Ensemble
Divulgação
CURTÍSSIMA TEMPORADA Valores promocionais para o Setor III até o dia 1º de julho.
Depois de bem-sucedida temporada internacional com apresentações em várias cidades da Holanda e em Londres, como parte da Brazil UK season, a versão imaginada pelo diretor André Heller-Lopes para o Apolo Ensemble desembarca no Brasil para duas únicas apresentações em São Paulo, no Teatro Cultura Artística, nos dias 22 e 23 de julho. Considerada uma das obras mais singulares do trovador Elomar, Auto da Catingueira foi composta no final da década de 1960 e ocupa lugar central na produção do músico. Inspirada no universo dos cantadores, repentistas e da literatura de cordel, a obra transita entre a tradição popular nordestina e a linguagem operística, criando um diálogo raro entre o sertão brasileiro e a herança musical europeia. Nesta montagem, ganha uma releitura inédita e original. Orquestrada pelo pianista e compositor Henrique Gomide para a formação barroca do célebre Apollo Ensemble, a obra ganha contornos inesperados, aproximando-se do universo da música de Monteverdi e Handel, sem perder sua essência sertaneja: permanece a poesia do sertão e os ritmos do imaginário nordestino. O resultado é uma ópera “neo-barroca”, num encontro surpreendente entre a cultura da caatinga e os timbres da música europeia: a primeira ópera armorial da história! Estreado em 2025, o espetáculo tem direção cênica de André Heller-Lopes, que também criou a identidade visual de cenários e figurnos. um A convite do Apolo Ensemble e de seus 6 músicos , o diretor, que é atualmente um dos principais nomes da ópera brasileira contemporânea, reuniu um elenco do primeiro time dos cantores Gabriella Pace, Giovanni Tristacci, Geilson Santos e Vinícius Atique. Nestas apresentações em SP, o Apollo Ensemble conta com a participação especial do violonista João Omar, filho de Elomar. UMA TRAGÉDIA SERTANEJA DE DIMENSÃO UNIVERSAL Definida pelo próprio Elomar como uma "ópera de cordel", Auto da Catingueira é escrita em seu característico "dialeto sertânico", recriação poética da fala do sertão marcada pela oralidade e pela força da tradição popular. A trama acompanha Dassanta, jovem criadora de cabras cuja beleza desperta paixões, rivalidades e violência. A partir dessa história ambientada no interior nordestino, Elomar aborda temas universais como amor, desejo, honra e ciúme, aproximando-se das grandes tragédias da tradição ocidental. Mais do que um cenário regional, o sertão surge como território mítico, onde convivem memórias medievais, religiosidade popular e a cultura dos cantadores. É justamente essa combinação que faz da obra um marco da música brasileira e uma criação capaz de dialogar com públicos de diferentes países e culturas. DA PAIXÃO DE UM MÚSICO HOLANDÊS À TURNÊ INTERNACIONAL A origem da atual montagem começou de forma inesperada. Fascinado pela obra após ouvi-la pela primeira vez, Henrique Gomide dedicou cerca de um ano e meio à reconstrução da partitura a partir da gravação original de 1983 e à adaptação para o Apollo Ensemble. O resultado estreou na Holanda em 2025, onde recebeu excelente acolhida do público e da crítica. Em seguida, a produção integrou a programação oficial da Temporada Cultural Brasil–Reino Unido, com apresentações em Londres, consolidando o projeto como uma das iniciativas mais originais de internacionalização da música brasileira recente. Para André Heller-Lopes, a montagem representa um encontro natural entre universos aparentemente distantes: "A música de Elomar revela uma proximidade surpreendente com a linguagem barroca. É uma obra profundamente brasileira e, ao mesmo tempo, universal." Links: - Vídeo Promo: Elomar e João Omar falam de Auto da Catingueira e da proposta com músicos barrocos: https://youtu.be/KhT-jlNV4j8?si=xJjO1v7U6847DUXS - Trechos da montagem na Holanda (em holandês!): https://m.youtube.com/watch?v=Qfjg5KtFLhw -Espetáculo na íntegra (em holandês): https://www.youtube.com/watch?v=EHFPjMsqNy4&t=3s Fotos: https://drive.google.com/drive/folders/1v7uW2Txs7qeR6e5ocW8HeS1ev1JwqnOM?usp=drive_link Crédito: Ana Vitiello FICHA TÉCNICA Direção e Cenografia: André Heller-Lopes
Direção musical: David Rabinovich
Compositor: Elomar Arranjo: Henrique Gomide ELENCO Gabriella Pace (Dassanta) Giovanni Tristacci (Cantador) Vinícius Atique (Narrador) Geilson Santos (Tropeiro) João Omar - violão APOLLO ENSEMBLE (Holanda) David Rabinovich e Daphne Oltheten – violinos Robert de Bree – flauta doce e oboé Jesse Solway – contrabaixo Thomas Oltheten – fagote Marion Boshuizen – cravo Figurinos: Rodrigo Cohen Cenógrafo executivo: Manar Zind Produção: Amanda Menezes | Tema Eventos Culturais Co-produção: Rafael Veríssimo - Ouricuri Produções SERVIÇO Ópera Auto da Catingueira Datas: 22 e 23 de julho – terça e quarta
Horário: 20h30
Local: Teatro Cultura Artística – São Paulo Capacidade: 770 lugares Rua Nestor Pestana, 196 – Consolação Fone: 11. 3256-0223 Ingressos pelo site: https://culturaartistica.byinti.com/ Preço: setor I 250,00 | Setor II 150,00 | Setor III 75,00 Promoção especial para aquisição até o dia 1 de julho – R$ 50 (apenas para o Setor III) Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
ALEXANDRE AUGUSTO ROXO FÉLIX
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FONTE: Assessoria de Imprensa