ABRABE discute combate ao mercado ilegal em encontro de segurança pública na cidade de Foz do Iguaçu

Participação da entidade no VI SULMaSSP reforça a importância da cooperação entre setor produtivo e órgãos de fiscalização no enfrentamento às cadeias ilícitas

Por M.L. PAGENOTTO
5 Min

ABRABE discute combate ao mercado ilegal em encontro de segurança pública na cidade de Foz do Iguaçu
Secretário de Segurança Pública do Paraná, coronel Saulo de Tarso Sanson Silva / Divulgação ABRABE
Foz do Iguaçu, junho 2026 - As ações contra o mercado ilegal em regiões fronteiriças estiveram no foco da participação da Associação Brasileira de Bebidas (ABRABE) no VI Encontro dos Secretários de Estado da Segurança Pública (SULMaSSP), em Foz do Iguaçu (PR).O tema foi abordado na terça-feira (23/06) por Gabriel Leôncio Lima, coordenador adjunto do Comitê de Repressão ao Mercado Ilegal da associação, em palestra voltada ao intercâmbio de experiências e estratégias para enfrentar atividades ilícitas que afetam o setor de bebidas.
Realizado entre os dias 22 e 24 de junho, o SULMaSSP reuniu os secretários de Segurança Pública dos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Mato Grosso do Sul, regiões fronteiriças do país que detêm as principais rotas de contrabando e descaminho de bebidas alcoólicas, especialmente vinhos e espumantes. Participam também especialistas e representantes de instituições públicas envolvidos na formulação e execução de políticas voltadas à segurança e ao combate ao crime organizado.
Esta sinergia entre atores no esforço contra o crime organizado é primordial, uma vez que, de acordo com estudos, a segunda maior fonte de renda do crime organizado no Brasil é o mercado ilegal de bebidas alcoólicas. Grande parte das bebidas ilegais contrabandeadas via fronteiras brasileiras escoa para o comércio pelas plataformas digitais de comércio on-line e aplicativos de entrega. Por conta disso, um dos principais pleitos da ABRABE é a melhor regulação do comércio on-line, exigindo-se que o mesmo nível de exigência documental e fiscalização da oferta existente nas lojas físicas aplique-se nas ofertas on-line. Apenas verificando-se a origem legal do produto antes do cadastro da oferta, o consumidor ficará melhor tutelado, pelos seus direitos e principalmente contra os riscos à sua saúde e integridade.

A palestra “Os desafios do combate ao mercado ilegal em zonas fronteiriças: uma visão da Associação Brasileira de Bebidas – ABRABE”, apresentará a atuação da entidade diante da falsificação, do contrabando e descaminho de bebidas, destacando as especificidades das áreas de fronteira e a importância da cooperação entre setor privado e poder público para fortalecer as ações de fiscalização e repressão.
A participação da ABRABE no evento também evidencia o trabalho desenvolvido pela entidade junto às forças de segurança, órgãos de fiscalização e defesa do consumidor em todo o país. Nos últimos anos, a associação intensificou ações de capacitação voltadas à identificação de bebidas falsificadas e oriundas de contrabando.
A entidade promove regularmente treinamentos para forças de segurança e órgãos de fiscalização em diferentes regiões do país. Ao todo já ministrou mais de 120 treinamentos técnicos especializados, alcançando mais de 17.000 agentes públicos de fiscalização e repressão, o que rendeu mais de 400 operações de repressão dedicadas. Entre as iniciativas mais recentes estão as capacitações realizadas para agentes do Procon de Santa Catarina e para integrantes da Polícia Rodoviária Federal do Rio de Janeiro.

Sobre a ABRABE
A ABRABE reúne há mais de 52 anos todas as categorias de bebidas alcoólicas no Brasil — cachaça, cerveja, destilados e vinhos — atuando pelo consumo responsável, pela qualidade, pela concorrência leal, pela proteção ao consumidor e pela sustentabilidade. Desde sua fundação, a entidade mantém uma batalha contra o mercado ilegal, oferecendo suporte e inteligência às operações de repressão, emitindo laudos de inautenticidade, produzindo inteligência técnica, promovendo ações de logística reversa de garrafas de vidro, educação e engajamento para consumidores e estabelecimentos comerciais.

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MARIA LíGIA MATHIAS PAGENOTTO
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