18/08/2023 às 09h43min - Atualizada em 21/08/2023 às 04h00min

Maior iate produzido em série no Brasil tem primeira unidade vendida e impacta em cerca de 3 mil postos de trabalho

Mais de 100 empregos diretos na fábrica e em torno de 3 mil pessoas impactadas positivamente, de fornecedores de equipamentos a marinas. Maior iate em série e em fibra de vidro produzido em solo brasileiro, pelo Grupo OKEAN, tem sua primeira unidade vendida e contribui para o desenvolvimento náutico do país.

Redação
Grupo OKEAN
Quase 30,5 metros de comprimento, 110 toneladas, o equivalente a cerca de 400 m² de área, 5 suítes e toda a qualidade das embarcações da marca mundial Ferretti Yachts, com matriz italiana. Trata-se do modelo de megaiate FY 1000 com licença exclusiva de fabricação no Brasil ao Estaleiro OKEAN. Após o recente anúncio da vinda do modelo ao país, foi confirmada a comercialização da primeira unidade a um brasileiro.

“Nos últimos anos o desenvolvimento da indústria náutica brasileira tem assumido grande protagonismo e destaque na geração de empregos e relevante agregação de valor na economia do nosso país. Além de empregar milhares de pessoas direta e indiretamente para o processo de fabricação de seus iates, visto se tratar de  uma construção 100% artesanal, ao entregar o produto ao cliente a geração de empregos continua”, afirma o CEO do Grupo OKEAN, Roberto Paião. O estaleiro brasileiro, por exemplo, iniciou a fabricação de iates da marca italiana Ferretti há cerca de 2 anos com modelos entre 50 a 80 pés e já contava com cerca de 400 colaboradores diretos. O começo da produção do iate de 100 pés impactou no aumento da planta fabril e em outros 100 empregos diretos que atuam em diversas áreas como laminação, montagem, marcenaria, tapeçaria, engenharia, elétrica, mecânica, entre outras. 

“Com a chegada da FY 1000 ao país, de forma indireta, são mais de 3 mil pessoas beneficiadas, considerando a cadeia externa, como serviços em marinas, manutenção, tripulação, além de uma ampla rede relacionada como turismo, gastronomia, hotelaria e outros serviços”, destaca o CEO do Grupo OKEAN.

“Se comparado com uma indústria automotiva, onde uma linha de fabricação de 1000 carros por mês não utiliza mais de 600 pessoas, devido ao alto índice de automação e robotização, usamos os mesmos 600 funcionário para construção de 40 barcos ano, com competência e salários equivalentes, visto a maestria necessária para construção de produtos taylor made”, exemplifica Paião, que também é engenheiro e já teve passagem pela indústria automobilística antes de ingressar no meio náutico. Ainda envolvendo as fases de produção de um barco de lazer, ele explica que “para cada barco acima de 70 pés produzido e entregue, por exemplo, temos até 5 novos postos de trabalho direto: capitão, deckhand, steward, administradores, etc. Já em um veículo automotivo, o bem é usufruído apenas pelo comprador”.

Sucesso mundial, a FY 1000 é, hoje, o maior modelo de iate (em série) e em fibra de vidro fabricado no Brasil e, até então, era produzido apenas na Itália pelo centenário Ferretti Group, um dos líderes mundiais em construção de embarcações de luxo. 

“Iniciamos a produção das embarcações da Ferretti Yachts e, em pouco tempo, inovamos no sistema de gestão, avançando na produção de barcos de grande porte, em infraestrutura e tecnologias para serviços e em área fabril. A venda do primeiro modelo 1000 da Ferretti Yachts, produzida na nossa fábrica em Santa Catarina, reforça e confirma a maturidade industrial da náutica brasileira e o potencial para o país em termos de geração de empregos e renda. Para nós, do Grupo OKEAN, é um orgulho imenso fazer parte deste momento. Já demos o primeiro passo na construção da FY 1000 e, com isso, abrimos novos caminhos para a indústria náutica brasileira e esperamos que haja um olhar cada vez mais apurado dos governos e associações a este setor de tamanha relevância e potencial”, conclui Roberto Paião.

Atualmente, o estaleiro OKEAN constrói, simultaneamente, embarcações entre 50 e 100 pés. Além disso, com a recente ampliação do parque fabril, hoje conta com marina de serviços anexa à fábrica, o maior travel lift da América Latina para movimentar embarcações de até 220 toneladas (170 pés), são 450 colaboradores diretos e 1500 indiretos e uma área construída de 11 mil m² em 26 mil m² de planta autônoma.

Mercado náutico em números
De acordo com a Associação Brasileira dos Construtores de Barcos e seus Implementos (Acobar), hoje o setor náutico (indústria, marinas, serviços) emprega cerca de 100 mil pessoas. Quanto à produção, o país acumula mais de 4 mil barcos fabricados anualmente, e Santa Catarina, sede do Grupo OKEAN, se destaca por concentrar 70% deste volume. Em 2022, o setor náutico obteve um faturamento de R$ 2,5 bilhões, um crescimento de 15% em relação à 2021.

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