28/08/2023 às 12h21min - Atualizada em 28/08/2023 às 16h23min

Barreiras de entrada para trabalhar com tecnologia são maiores para mulheres e pessoas de baixa renda, revela pesquisa da Serasa Experian

Falta de recursos e de informações sobre a área é um dos principais motivos registrados; Serasa Experian abre inscrições para projeto de capacitação gratuito em SC, PA e CE

Serasa Experian
www.serasaexperia.com.br
Divulgação

Uma pesquisa inédita feita pela Serasa Experian mostrou que mulheres e pessoas de classes mais baixas sentem mais as barreiras de entrada para o mercado de trabalho em tecnologia.

Um fato curioso é que, até 2024, o Brasil terá um atraso relativo de 260 mil vagas a serem preenchidas na área de TI, segundo a Associação das Empresas de Tecnologia (Brasscom). “As vagas existem e o setor demanda por profissionais, mas a falta de representatividade e a dificuldade do acesso ao conhecimento podem ser problemas capazes de impedir que novos talentos sejam descobertos para ocupar esses espaços. Pensando nisso, realizamos um estudo para entender quais são, de fato, os principais motivos que afastam esses grupos minoritários do mercado de TI”, explica o head de sustentabilidade da Serasa Experian, Paulo Gustavo Gomes.

De acordo com o levantamento, feito em março de 2023, mesmo que 9 em cada 10 entrevistados identificassem a tecnologia como a profissão do futuro, apenas 29% acabam trabalhando na área. Esse percentual é ainda mais preocupante quando visto pelo recorte de classe social, uma vez que apenas 23% da população das classes C, D e E trabalham em cargos relacionados à tecnologia.

Desconhecimento é um dos principais motivos para o gap de profissionais

Dentre aqueles que não atuam no setor de tecnologia, somente 37% alegam que já pensaram na possibilidade de atuar e apenas 24% responderam que pretendem ser profissionais da área. No cenário por gênero, é possível observar que só 20% das mulheres que não trabalham no segmento têm vontade de trabalhar.

Entre os principais motivos pelos quais as pessoas não desejam entrar para mercado de Tecnologia estão desconhecimento e falta de interesse pelo setor. De acordo com os dados do estudo, 48% dos respondentes dizem não conhecer nada sobre tecnologia ou não se interessam pelo tema. Nas classes de renda mais baixa, o percentual chega a 52%.

“Percebemos que a questão financeira contribui para o afastamento das minorias do setor de tecnologia, mas vemos também que a desmistificação desse mercado de trabalho ainda é um grande ponto a ser resolvido. Como alguém pode se interessar por aquilo que não conhece? Como pessoas em situação de vulnerabilidade podem procurar informações sobre o tema se, muitas vezes, não sabem como atuar dentro dele?”, questiona o head de sustentabilidade da Serasa Experian.

Os desafios apontados pelos entrevistados que não se identificam com a área ou que têm dificuldade de capacitação são diversos, mas a maioria deles diz respeito à falta de habilidades, capacidades e experiências com a tecnologia, além da falta de recursos de ensino e da dificuldade de aprender, que estão diretamente relacionados. Alguns também apontaram o fato de que já atuam em outro setor no mercado de trabalho e, portanto, não viam como fazer uma transição de carreira.

Ainda segundo o executivo, a maior parte desses desafios podem ser solucionados por meio de programas de incentivo ao estudo e do apoio ao ingresso nesse mercado de trabalho. “O contato com a informação e com as possíveis profissões e oportunidades do setor deve ser incentivado. É preciso apresentar todas as possibilidades de atuação no campo tecnológico para que elas possam se encontrar, entendendo assim, que é possível obter sucesso profissional e que são capazes de alcançá-lo”, explica.

A importância dos cursos gratuitos para inclusão de minorias na tecnologia

De acordo com o levantamento, foi possível concluir que a oferta de cursos públicos e projetos gratuitos tem um papel importante na sociedade, ajudando a fomentar a participação e inclusão das minorias no setor de TI e Informática. Metade dos entrevistados já realizaram cursos livres e técnicos online e entendem que são portas de entrada para o mercado de trabalho da tecnologia.

A pesquisa também mostrou que os cursos na modalidade remota são mais aproveitados pelas classes de menor renda, enquanto as universidades ainda têm maior penetração pelas classes mais altas. 38% dos respondentes que já fizeram cursos relacionados ao setor alegam que realizaram os estudos de forma gratuita, entre eles, 48% pertencem às classes mais baixas, 45% são negros e 43% fazem parte do grupo LGBTQIA+. Além disso, entre os entrevistados que nunca fizeram cursos sobre tecnologia, 46% almejam iniciar os estudos nos próximos 6 meses.

“A relevância de projetos de inclusão para áreas de tecnologia é muito clara. Programas que conectam grupos vulneráveis com esse tipo de experiência são capazes de criar sonhos e mudar vidas, mostrando novos caminhos possíveis e encorajando as pessoas a trilhá-los. Precisamos de um mercado diverso para continuar obtendo novas ideias e descobrindo novos talentos. Por isso, a Serasa Experian desenvolveu o programa Transforme-se, que atua com PCDs, jovens em situação de vulnerabilidade e mulheres para viabilizar a entrada deles no mercado de trabalho. É extremamente gratificante para nós contribuir com um futuro melhor e mais inclusivo para tantos brasileiros”, finaliza Paulo Gomes.

Transforme-se, um projeto de inclusão da Serasa Experian

A Serasa Experian, em parceria com a Gerando Falcões, está disponibilizando 316 bolsas de estudos 100% gratuitas para jovens de baixa renda que tenham entre 18 e 29 anos e que queiram ingressar no mercado de tecnologia e dados. As inscrições vão até o dia 15 de setembro, com vagas destinadas exclusivamente para residentes de favelas da idade indicada, que cursem ou tenham completado o Ensino Médio em instituição pública ou em particular sendo bolsista.

Nessa rodada do projeto, três regiões serão contempladas: a cidade de Belém, no Pará, receberá 100 bolsas de ensino, em Fortaleza, no Ceará, serão oferecidas 96 bolsas e na região de Florianópolis, em Santa Catarina, 120. Os interessados poderão se inscrever pelo site www.serasaexperian.com.br/transformese e, aqueles que participarem do programa terão ajuda de custo de R$ 500 mensais.

Como o Transforme-se vai funcionar?

• Bolsa 100% gratuitas para estudar com a metodologia Senac.

• Carga horária: até 260 horas, de 1 a 6 meses de aulas presenciais (a depender da localidade) no período da tarde ou noite.

• No Pará, será ministrado na cidade de Belém, no Senac – Rua Aristides Lobo, 1058. Bairro: Reduto. (Esquina com Rua Benjamin Constant) - CEP: 66017-010.

• No Ceará, será ministrado na cidade de Fortaleza, no Senac – Av. Tristão Gonçalves, 1245 – Centro - Fortaleza – CE – CEP: 60015-000.

• Em Santa Catarina, será ministrado na cidade de Florianópolis, no Senac – Rua Silva Jardim, 360 - Centro - CEP: 88020-200.

• O primeiro módulo vai abordar temáticas sobre Informática Básica e Lógica de Programação com 60h de duração. O segundo terá como foco a Programação de Sistemas, com 200h de duração.

• Mentoria com profissionais da Serasa Experian.

• Bolsa-auxílio para estudantes de até R$ 500 por mês.

• Acompanhamento social e pedagógico individualizado.

• Serão 316 bolsas no total, sendo 120 para Santa Catarina, 96 para o Ceará e 100 para o Pará. As inscrições ficarão abertas até o dia 15 de setembro e as aulas têm início em 23 de outubro. Para se inscrever, clique aqui

Metodologia

A pesquisa foi realizada entre fevereiro e março de 2023 com uma amostra representativa da população brasileira. Sua produção foi feita a partir de um questionário estruturado online de autoaplicação com cerca de 3 mil casos representando homens e mulheres acima de 18 anos de todas as classes sociais e regiões do país e com interesse na área de tecnologia. A margem de erro foi de 2 pp considerando um intervalo de confiança de 95%.


Este conteúdo foi distribuído pela plataforma SALA DA NOTÍCIA e elaborado/criado pelo Assessor(a):
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