07/02/2024 às 11h12min - Atualizada em 09/02/2024 às 00h02min

Equipe de P&D global da Indigo realiza tour por regiões do Brasil

O objetivo é visitar entidades parceiras que estão conduzindo ensaios para registro com produtos da Indigo

Robson Silva
Crédito: Divulgação/Indigo
O ano de 2024 começa com foco estratégico em pesquisa e desenvolvimento com biológicos para a Indigo. A principal startup de tecnologias biológicas e soluções financeiras para inovação e sustentabilidade no agro realizará uma visita técnica que vai percorrer cidades nos estados do Centro-Oeste e Nordeste. A intenção é conhecer centros de pesquisas renomados no Brasil, que estão conduzindo ensaios para registro com produtos Indigo. Na agenda da comitiva, formada pela liderança global da empresa – que vem da sede, em Boston (EUA), constam também encontros com parceiros que colaboram para a empresa entregar cada vez mais qualidade aos produtores, por meio de suas tecnologias.

Nessa safra são 6 inoculantes, 3 bionematicidas e 4 biofungicidas da Indigo com ensaios bem avançados conduzidos pela MultCrop, Biovalidare e Staphyt. As demais visitas passarão por unidades de pesquisa onde estão sendo realizados ensaios comerciais com biotrisinc simplex, um inoculante e bioestimulante que contém microrganismos promotores de crescimento para as culturas de milho e soja, e é o único produto à base de bacillus simplex no Brasil e o N11 FP, um nematicida biológico, indicado para o tratamento de sementes, em todas as culturas com ocorrência dos alvos biológicos.

De acordo com Reinaldo Bonnecarrere, diretor de biológicos da Indigo, essas imersões na agricultura local são imprescindíveis para aprimorar o entendimento sobre as necessidades do mercado brasileiro no desenvolvimento de novos produtos. “O Brasil é um país continental. No quesito pesquisa para desenvolvimento de técnicas para a agricultura, tudo tem de ser levado em consideração, desde o clima à qualidade do solo. As informações coletadas servirão de base para que as tecnologias alcancem os mais altos padrões de satisfação e sucesso que o campo precisa”, enfatiza.

Para os estudos que envolvem pesquisa e desenvolvimento, os centros localizados no Brasil se diferenciam dos outros países por uma série de fatores, que vão desde as variações climáticas até as técnicas mais recentes de agricultura. “Por se tratar de uma agricultura mais jovem, existem pontos que devem ser considerados, principalmente por só existirem no Brasil, por isso é necessário um modelo adaptado para cada região. Além de fatores como o clima, ainda não estabilizados em modelos climáticos antigos, pois nos limitamos a modelos de no máximo, 20 anos, e que exigem mais atenção quanto a sua variação”, explica Rodrigo Marcelo Pasqualli, diretor Executivo da Fundação Rio Verde.

É importante destacar que o mercado de insumos biológicos está em pleno crescimento. Nesse cenário, o Brasil ocupa lugar de destaque, sobretudo quando se leva em consideração a dimensão da produção agrícola do país e a importância que ela tem para o mundo. De acordo com estimativas de mercado divulgadas pela Fortune Business Insights, de 2022 a 2029, o setor deve aumentar os lucros na ordem de 15,77%, saltando de US$ 6,51 bilhões para US$ 18,15 bilhões. Na mesma linha de crescimento estão os biofertilizantes (12,04%), que deve passar de US$ 2,02 bilhões para US$ 4,47 bilhões e os bioestimulantes (11,43%), que saltam de US$ 3,14 bilhões para US$ 6,69 bilhões.

“O mercado de biológicos vem crescendo mais rápido do que o mercado de químicos. Em média, chegamos a valores de 30% a 50% ao ano, sendo que alguns segmentos crescem acima desse patamar. Biocontroles, bionematicidas e biofungicidas são bons exemplos, direcionados pelos resultados dos produtos no campo. Hoje, o mercado de bionematicidas corresponde a 80% do total de nematicidas”, acrescenta Reinado Bonnecarrere a respeito do mercado de biológicos.

Essa realidade possibilita mais atuação das instituições de pesquisa, já que são identificadas várias culturas e técnicas interagindo ao mesmo tempo. “Estamos lidando com muito conhecimento e interação. Eventos que aconteceram na safra passada podem ser contornados e o agricultor precisa de informação em um curto espaço de tempo para poder se preparar para a próxima safra. É onde entram as instituições de pesquisa, que precisam se adaptar a essa realidade, suprindo uma demanda por informação de confiança”, completa Pasqualli.

Até a próxima sexta-feira, 9, serão conhecidos ensaios conduzidos por sete Centro de pesquisa incluindo Proteplan (Sorriso/MT), Fundação Rio Verde (Lucas do Rio Verde/MT, PA Consultoria em Diamantino (MT). Os especialistas seguem Biovalidare (Brasília/DF), Staphyt, em Formosa (GO), Bahia Western Trials (BA) e MultCrop (Luiz Eduardo Magalhães/BA).  
 
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