16/02/2024 às 12h01min - Atualizada em 17/02/2024 às 00h31min

Imagens animadas em sites podem desencadear convulsões epilépticas

Luzes das telas podem fazer mais mal do que você imagina

Aroldo Antonio Glomb Junior
www.kakoi.com.br
Divulgação

Era 16 de dezembro de 1997, quando o 38º episódio da série Pokémon foi ao ar para alegria de 4 milhões de crianças japonesas que adoravam esse anime, os pais e a saúde pública se assustaram. No momento em que o personagem Pikachu emite uma descarga elétrica enorme sobre um computador, que explode, transformou-se em um dos casos mais emblemáticos de epilepsia fotossensível em massa. Levou 685 crianças para os hospitais com fortes dores de cabeça, enjoo, convulsões e ataques epilépticos.

Essa é uma das preocupações sobre acessibilidade de sites que não se prende às deficiências e limitações físicas, mas também às imagens em smartphones e computadores, podem ser um perigo enorme para quem sofre com esta enfermidade.

Os desenvolvedores precisam estar atentos com elementos visuais, como aponta Boby Vendramin, Diretor de Marketing e Mídia LATAM na Purple Lens:

“Quem sofre de epilepsia fotossensível e se depara com algumas animações pode desencadear convulsões, muitas vezes fatais. Os sites precisam permitir que os usuários desativem as animações para garantir uma experiência de navegação limpa, confortável e sem riscos”.

Animações também podem deixar sites mais lentos
Além da segurança para quem sofre deste mal das convulsões, Boby aponta outro detalhe: sites com muitas animações, com cores saturadas, podem ser um fator irritante para quem está navegando, além de deixá-los muito mais lentos.

Páginas que demoram para carregar afastam o público que notoriamente está querendo resolver algum problema ou apenas tentar realizar alguma compra. Conforme o tempo de carregamento, de qualquer página, aumente de um para cinco segundos, a probabilidade de rejeição dos internautas aumenta em 90%, como apontou a pesquisa Google/SOASTA.

“Qualquer experiência de navegação segura deve ser considerada por desenvolvedores e empresas que tenham o mínimo de compromisso com a acessibilidade igualitária, mas não é só isso, é também sobre resultados e eficiência” completa.


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