20/02/2024 às 04h49min - Atualizada em 21/02/2024 às 00h10min

Vamos cobrar de todos

Mudanças Climáticas

José Renato Nalini - Secretário Executivo de Mudanças CLimáticas
Domínio Público
A Terra avisa que se cansou. Os inquilinos foram infiéis. Estragaram-na. Continuam a expelir gases venenosos. Como é que acham que ela continuará saudável?

Todos somos cúmplices dos maus hábitos e, simultaneamente, vítimas das mudanças climáticas. Mas há gradações nas consequências do aquecimento global. Os mais pobres sofrem mais. Moram em áreas impróprias. Suas construções são precárias. Têm menos chance de fugir à sanha das intempéries.

Todos, portanto, podemos fazer alguma coisa para ao menos mitigar os efeitos dessas mutações drásticas. Alguns podem muito. A Google, por exemplo, ofereceu ferramentas de inteligência artificial para monitorar as infraestruturas de petróleo e gás e detectar vazamentos. O metano é um gás invisível que os pesquisadores estimam ser até mais perigoso do que o gás carbônico.

Os satélites, que nos ajudam a monitorar a Terra, prever os fenômenos extremos, vão ajudar a detectar emissões de metano em instalações de petróleo e gás. É um grande desafio, que integra o esforço em descarbonizar o planeta nos próximos anos.

É preciso cobrar dos grandes grupos, que façam também alguma coisa nessa direção. Mas nosso papel não é só nos indignar e exigir atitudes. Precisamos nós mesmos mudar nosso comportamento. Gastar menos energia elétrica. Gastar menos água. Desperdiçar menos. Reciclar. Plantar árvores.

Ninguém deve ficar inerte. Afinal, é da vida que estamos falando. Vida nossa e vida de nossos descendentes. As futuras gerações não têm culpa quanto à nossa imprevisão. Pensemos nelas!

 
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