26/02/2024 às 15h27min - Atualizada em 26/02/2024 às 20h03min

Saiba quais são as habilidades do profissional de marketing do futuro

Cada vez mais presentes, habilidades multidisciplinares são imprescindíveis na visão de Marcos Caringi, gerente de Growth e CRM da Globo

Rocket Lab
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Capacidade analítica de dados e de saber contar histórias são algumas habilidades dos profissionais de marketing do futuro

(Foto: Freepik)

 

São Paulo, 26 de fevereiro de 2024 – Quais habilidades um futuro profissional de marketing deve ter num mercado de trabalho altamente competitivo? Para abordar este e outros temas, o podcast CAC Entre Nós, da Rocket Lab, traz em seu quinto episódio Marcos Caringi, gerente de Growth e CRM da Globo. Num bate papo com Bruno Ferreira, gerente de Vendas da Rocket Lab no Brasil, Caringi cita duas skills (termo em inglês para habilidades e amplamente usado no universo corporativo) imprescindíveis para profissionais multidisciplinares do futuro, cada vez mais presentes no cotidiano: a capacidade analítica baseada em dados e a de contar histórias. 

Na Globo, Caringi é responsável por todo o ciclo de vida dos produtos digitais dos clientes, entre eles Globoplay, Cartola, Globo.com e GE (Globo Esporte), com vasta experiência em estruturar e gerenciar times multidisciplinares e de alta performance em growth marketing, metodologia que se propõe a atuar em negócios disruptivos e com crescimento exponencial.            

Caringi enxerga como skills fundamentais do futuro, primeiramente, a capacidade de organizar ideias, alinhar pensamentos e contar uma história. "Quando faço uma entrevista de emprego, presto atenção como o candidato consegue narrar um storytelling. Não por acaso, como diz um amigo, 'ganha o jogo quem sabe contar uma história'. Isso é imprescindível para o marketing", afirma. 

Para Guilherme Basani, diretor geral da Rocket Lab no Brasil, saber contar uma história também é fundamental no app growth marketing, pois as campanhas neste segmento também devem respeitar um storytelling. “Dependendo do momento que o usuário vivencia as experiências com a marca e mesmo da etapa no funil em que ele se encontra, essa história tem de ser contada de um jeito diferente, criando uma jornada contínua e fluida até a efetiva fase da compra”, ressalta ele. 

Paixão por números – Caringi é um apaixonado por números e defende o seu uso no marketing. “Quem já assistiu a icônica série ‘Mad Men’ vê que, no passado, o marketing seguia o feeling. Isso não existe mais. Entendo e respeito o marketing de criação e publicitário, mas para mim marketing é número e saber as suas alavancas, entender a correlação entre os dados para traçar estratégias e ações e obter resultados esperados. Ter números nas mãos possibilita ter o domínio do mercado. Por isso, a importância de o profissional de marketing do futuro ter também como skill a capacidade analítica de dados", sentencia.      

Questionado como uma empresa que não se norteia por dados deve se organizar para incorporar um olhar inteligente para que eles se transformem em insights e inovação, Caringi diz que o primeiro passo é o mindset.  “Para uma empresa se tornar data-driven, de fato, é preciso ter mindset, governança e cadência. O mindset é: 'vou usar esses dados para alguma coisa', ele tem um porquê. Já governança e cadência são como eu utilizo os dados: eles são corretos? Tenho processos que trazem essas análises para um acionável dentro do marketing? Com que periodicidade tenho esses números? Não adianta ter acesso a um relatório mensal, se ao longo do mês não há acesso aos números e eles não são discutidos pela equipe", defende. 

E os números não mentem. Um anunciante que conta com parceiros e automações que indicam em qual frame de um vídeo o usuário deu pause ou clicou para uma compra on-line, por exemplo, já possui insumos importantes para entender se um aplicativo está funcionando e se o conteúdo tem a ver com a pessoa que se está querendo se conectar. “O mindset de dados é algo que já permeia todo o mercado e que deve estar presente não só dentro das empresas, mas também na rotina de seus parceiros de mídia, para que todo e qualquer dado coletado possa ser interpretado da melhor forma e agregue valor à melhoria contínua das campanhas e à estratégia do negócio. Como o parceiro ideal de marketing app growth, buscamos não só compartilhar dados com nossos clientes, mas contribuir com análises e insights que ajudem na compreensão de toda a jornada do usuário e o consequente crescimento do aplicativo. E é fundamental que profissionais de marketing estejam preparados para interpretar essas informações e incorporá-las ao planejamento da marca”, enfatiza o diretor geral da Rocket Lab no Brasil.

Poucos e bons KPIs – Segundo Caringi, é necessário também ter os indicadores-chave de desempenho (KPIs na sigla em inglês) corretos e definir quais de fato são aqueles que se devem acompanhar e quais suas alavancas. "Não adianta nada ter milhares de KPIs e não fazer nada com isso. É melhor ter três grandes indicadores-chave que garantam uma segurança do que acompanhar uma vasta quantidade deles", recomenda.  

Em relação aos canais disponíveis – redes sociais, open web, aplicativos e TV conectada –, para Caringi há diferença no comportamento dos usuários e também nas análises dos dados originados em cada um deles. "Uma pessoa que está numa rede social quer se sentir entretida, não invadida. Por isso, os KPIs e suas respectivas análises vão ser distintos da jornada da CTV, por exemplo. Cada um dos canais tem objetivos diferentes no contexto de uma jornada de consumo”, afirma.

Basani apoia e reforça as ideias do executivo da Globo: “É muito importante não só respeitar a natureza dos diferentes canais, mas também compreender os objetivos e dados inerentes à cada etapa do funil de vendas, seja no app ou em qualquer canal. Conforme o usuário avança em sua jornada, mais ele interage com a marca e gera dados sobre seu comportamento, por isso, o olhar e interpretação dos dados precisa ser adaptado a cada momento, levando em conta essas particularidades e suas distintas contribuições para o negócio”.

Para ouvir o episódio completo, clique aqui. E aqui você encontra todos os episódios anteriores. 

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Sobre a Rocket Lab – Criada em 2019, a Rocket Lab nasceu de uma necessidade do mercado, com o objetivo de impulsionar o crescimento exponencial de usuários dentro de aplicativos e suas atividades. Atualmente, a empresa global está presente em três continentes, na América Latina, Europa e Ásia, atuando em países como México, Espanha, Argentina, Uruguai e Brasil. Hoje, a Rocket Lab conta com mais de 50 clientes, entre HBO, Ifood, PicPay e Magalu, e faz parte do Grupo Rocket. Presente no Brasil desde 2020, a empresa tem crescido exponencialmente e pretende, em 2024, ter grande parte de seus investimentos voltados para a expansão de sua atuação em solo brasileiro. Para mais informações, clique aqui .


 
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