16/04/2024 às 10h46min - Atualizada em 17/04/2024 às 00h04min

Bichectomia cresce e recebe mais atenção por parte dos profissionais de estética e pacientes

Andreia Souza Pereira
Internet

Um dos procedimentos mais procurados pelas pessoas nos dias atuais, quando falamos da parte estética ou da saúde do rosto, é a retirada do tecido adiposo da região das bochechas. Após diversos exemplos entre famosos do Brasil e do mundo, como a socialite Kim Kardashian, realizarem o processo, denominado de bichectomia, ele passou a ser febre entre diversas pessoas, que optaram pela retirada do tecido adiposo da parte interna da boca.

 

O objetivo primário do procedimento é reduzir o tamanho e o formato do rosto. Para realizá-lo, é necessário que haja, após a aplicação de anestesia, uma pequena incisão, de, aproximadamente, um centímetro, realizada cirurgicamente no interior da boca.

 

Após isso, a gordura localizada na região da bochecha, conhecida como Bola de Bichat, é retirada parcialmente. Com isso, a sutura é feita e o paciente recebe alta. Com o procedimento completo, a pessoa sai do consultório com bandagens para reforço muscular durante a recuperação e fica à espera do resultado esperado, com o alinhamento do rosto e mandíbulas, além de ressaltar as maçãs do rosto.

 

A bichectomia também pode ser feita para fins terapêuticos, para pacientes que tenham problemas com o hábito de morder as bochechas e passam por momentos de muita dor, devido às feridas adquiridas no local. Mesmo que os motivos possam vir de problemas de ordem odontológica, a realização do procedimento, junto de outras resoluções, pode auxiliar a vida do paciente.

 

Ainda assim, há a contra indicação dela para pacientes que já apresentem as maçãs do rosto destacadas, de forma proeminente, visto que o resultado final não seria, esteticamente, o mais adequado, podendo fazer com que o paciente se arrependa de ter feito a bichectomia.

 

Mesmo com a fama do procedimento, de acordo com a ortodontista Bárbara Jordão, “A bichectomia ainda é um tabu. Tem muitos profissionais que a apoiam e muitos que não a apoiam, em relação ao longo prazo, por terem poucos estudos acerca dos efeitos por um período maior de tempo. Porém, muitos artigos científicos já apontam que ela não tem relação com o envelhecimento da pele, tema de maior discussão, por não ser um tecido de sustentação e por não retirar totalmente a bola de bichat. Portanto, não há a perda de um suporte do rosto e não gera um maior envelhecimento a longo prazo”.

 

Ao optar fazer a bichectomia, o paciente começa a sentir as diferenças, pelo lado estético, em um período de 3 a 4 meses. Para pessoas que a fizeram buscando solucionar problemas na mordida, os resultados duram um mês a aparecerem, quando o músculo é regenerado totalmente e o rosto desincha, encerrando os problemas de feridas no lugar.

 

“Após a cirurgia, o paciente recebe uma série de orientações, alguns medicamentos, geralmente anti-inflamatórios e analgésicos, sem a necessidade de antibióticos. Durante a recuperação, é necessário o uso de compressas de gelo, que se evite alimentos duros, com preferência aos pastosos e frios, dentro das primeiras 48 horas, ficar com as bandagens pro, no mínimo 7 dias e, no máximo, 15, além de evitar movimentos de sucção, como o uso de canudos. Essa última orientação visa evitar a entrada de ar na sutura. O paciente também deve realizar uma massagem, a ser ensinada logo após o procedimento, Caso seja necessário, é possível realizar drenagem, mas o formato do rosto só estará da maneira ideal após os três ou quatro meses esperados”, complementa Bárbara.


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