05/06/2024 às 09h15min - Atualizada em 08/06/2024 às 06h38min

Pesquisa mostra que jovens entre 16 e 24 anos são os principais usuários de cigarros eletrônicos no Brasil

SONIA DINIZ
Imagem de Ethan Parsa por Pixabay
Uma pesquisa realizada pela HSR Health, em parceria com o Grupo de Trabalho de Dados do Movimento Todos Juntos Contra o Câncer, ouviu 979 pessoas sobre o cigarro eletrônico. A sondagem foi realizada no mês de abril, quando a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) decidiu manter a proibição de fabricar, importar, comercializar, distribuir, armazenar e transportar, e a propaganda de todos os dispositivos eletrônicos para fumar.

Entre os participantes, 54% eram homens, 60% tinham de 25 a 44 anos, 63% pertenciam à classe AB e 56% estavam empregados.

Segundo o levantamento, 89% já ouviram falar de cigarro eletrônico, 18% já usaram e 3% usam atualmente, especialmente jovens de 16 a 24, da classe AB. Para comparação, o percentual total de fumantes com 18 anos ou mais no Brasil é de 9,3%, de acordo com o Ministério da Saúde.
De maneira geral, os entrevistados associam o uso dos dispositivos a doenças respiratórias graves, câncer, lesões pulmonares, e problemas cardiovasculares. Porém, esta percepção é maior entre aqueles que nunca utilizaram os vapes.

A pesquisa também avaliou algumas determinantes para o uso do cigarro eletrônico, com itens comportamentais e de conhecimento sobre efeitos adversos. Os entrevistados usuários dos dispositivos se autodescrevem como tecnológicos e sofisticados, e não fazem associação a doenças pulmonares e outros riscos, como o mal funcionamento dos vapes.

“O uso de cigarros eletrônicos, hoje muito associado ao público jovem, é alarmante. Isso porque a falta de conhecimento faz com que muitos entendam que estes dispositivos não são perigosos, afinal são mais “atrativos” e “cheirosos” que o cigarro tradicional. Mas isso não é verdade. O líquido inalado contém nicotina e outras substâncias tóxicas que causam dependência e danos à saúde pulmonar e cardiovascular. Por isso, é urgente a disseminação de informações e, principalmente, regulamentações mais rígidas, para que estes dispositivos não sejam vendidos e usados livremente, como vem acontecendo no país”, diz Dra. Catherine Moura, médica sanitarista e líder do Movimento TJCC.

Uma segunda fase da pesquisa será realizada em breve para entender melhor o comportamento dos usuários do cigarro eletrônico.

“Na época das propagandas de cigarro, havia discursos de liberdade, virilidade, elegância etc. Hoje, o gadget eletrônico é silencioso, não faz propaganda, o uso se dá por “indicação”. Sem conhecer a origem e fabricante, o vaper transita entre o sofisticado/tecnológico ao ilegal, tóxico. Ainda há muito para se investigar sobre o perfil atitudinal dos adeptos” diz Bruno Mattos, da HSR Health.

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LEANDRO ANTONIO FERRARI ANDRADE
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