14/06/2024 às 17h03min - Atualizada em 17/06/2024 às 08h04min

LAPAC, em parceria com a BD, disponibiliza autocoleta vaginal para detecção do vírus HPV no Rio de Janeiro

Laboratório inova com sistema de autocoleta vaginal e com genotipagem estendida para diagnóstico precoce de lesões precursoras do câncer do colo do útero

ARIANE SANTOS
Dispositivo de autocoleta_divulgação
O Laboratório de Anatomia Patológica e Citopatologia (LAPAC) lançou o serviço de autocoleta vaginal com genotipagem estendida para detecção do Papilomavírus Humano (HPV) no Estado do Rio de Janeiro. A autocoleta vaginal é uma solução inovadora para detecção da infecção persistente pelo HPV, o principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer do colo do útero. O dispositivo torna a coleta mais prática e segura, além de poder ser realizada em casa pelas mulheres e homens transgêneros, não sendo necessário profissional de saúde para realizá-la.
 
Após a coleta, o material é encaminhado para o laboratório, que dispõe da tecnologia para análise da amostra, emitindo o laudo do exame em até dez dias. O sistema de autocoleta vaginal fornecido pela BD, uma das maiores empresas de tecnologia médica do mundo, é validado e aprovado pela Anvisa para o diagnóstico do HPV, sendo menos invasivo e com precisão comparável à coleta realizada no consultório.
 

“Esta nova metodologia é mais uma uma opção para diagnosticar esse tipo de tumor em estágio inicial, e aumentar as chances de cura, por intermédio de exames periódicos de alta performance, como o teste para detecção do HPV. A nossa expectativa é aumentar o acesso ao dispositivo de autocoleta vaginal para que cada vez mais mulheres possam fazer o exame preventivo com mais conforto e privacidade, e consequentemente aumentaremos a detecção do HPV”, comenta Vera Lobo, anatomopatologista e diretora médica do laboratório LAPAC.
 

A autocoleta também pode democratizar o acesso de mulheres que enfrentam desafios para realizarem os exames ginecológicos anuais, como a distância aos centros de especialidade.
Pacientes podem entregar as amostras no laboratório em até 30 dias, o tempo máximo de estabilidade do material.
 
Genotipagem e rastreamento do HPV
A detecção de lesões causadas pelo HPV em seu estágio inicial é fundamental e para isso é necessário manter os exames de rotina em dia, por meio do rastreamento do vírus para identificar precocemente lesões precursoras do câncer do colo do útero. Quando há alguma suspeita, o especialista precisa solicitar a genotipagem do vírus para confirmar se o genótipo identificado tem maior chances para evoluir para um tumor.
 
Existem mais de 200 tipos do vírus HPV, sendo que ao menos 14 são considerados oncogênicos, apresentando maior probabilidade para o desenvolvimento de infecções persistentes, além de estarem associados ao desenvolvimento de lesões precursoras do câncer do colo do útero. Os tipos de HPV 16 e 18 são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero. Contudo, nota-se um aumento do risco para o desenvolvimento de doença após a infecção pelo HPV 31.
 
Segundo projeção do Instituto Nacional do Câncer (INCA), no triênio 2023-2025, 17 mil pacientes serão diagnosticadas com a doença a cada ano. No Brasil, o câncer do colo do útero é o terceiro com maior incidência. Já nas regiões Norte e Nordeste, são o segundo tipo de tumor mais comum entre as mulheres.
 

Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
Maria Ariane Santos
[email protected]


Link
Notícias Relacionadas »
Comentários »
Comentar

*Ao utilizar o sistema de comentários você está de acordo com a POLÍTICA DE PRIVACIDADE do site https://jornaldobelem.com.br/.
Fale pelo Whatsapp
Atendimento
Precisa de ajuda? fale conosco pelo Whatsapp