13/06/2024 às 18h37min - Atualizada em 17/06/2024 às 08h04min

Leptospirose canina; saiba como proteger o seu pet e evitar a transmissão para humanos

Veterinário alerta para os cuidados e explica que a doença pode ser transmitida pelo contato com a urina de animais infectados

DEIWERSON DAMASCENO
Divulgação
As enchentes no Rio Grande do Sul seguem trazendo muitas consequências aos gaúchos, inclusive as sanitárias, como o aumento dos casos de Leptospirose, doença infecciosa causada pelas bactérias do gênero Leptospira. De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde (SES) já são 17 mortes confirmadas e mais de 242 casos no estado. Duas mortes ocorreram somente nesta semana. 
 

A doença é transmitida pela água suja, contaminada principalmente pela urina de ratos e, além de poder evoluir a óbito (se não for tratada corretamente), chama a atenção por ser uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida entre animais domésticos, silvestres e humanos.
 
Segundo Regis Bergamaschi, docente do curso de Medicina Veterinária da Faculdade Anhanguera, a doença em pets é um alerta e exige cuidados especiais, pois aos humanos podem contrair leptospirose ao tocar diretamente a urina de um cão infectado ou em áreas contaminadas com a urina.
 

“A bactéria pode sobreviver em água e solo úmidos. Humanos podem se infectar ao entrar em contato com água contaminada (lagos, rios, poças) ou solo úmido onde a urina de animais infectados está presente. É importante dizer que os alagamentos estão diretamente relacionados com a disseminação da doença, sendo que ainda contribuem para um ambiente propício para a sobrevivência e reprodução desses patógenos. Além do contato entre a pele lesionada e mucosas, mesmo que íntegras, e a água contaminada, outro meio de transmissão da Leptospirose para humanos é a ingestão de alimentos contaminados ou contato com objetos infectados”, alerta.
 

Regis explica que, nos animais, as leptospiras conseguem penetrar na pele lesionada ou em mucosas, e produzir lesões em vários órgãos, principalmente rins e fígado, mas que o nível da doença varia de acordo com a idade, o sistema imunológico e o histórico do pet. 
 

“Os sinais clínicos apresentados podem variar muito de acordo com a cepa infectante e com a fase da doença no organismo. O gênero Leptospira é composto de cerca de 250 sorovariedades com diferentes níveis de patogenicidade. Os sinais implicam em: febre, depressão, letargia, vômitos, diarreia, poliúria (produção excessiva de urina), polidipsia (sensação de abundante de sede), dores abdominais, mialgias (dores musculares), anorexia (ausência de apetite), halitose (mau hálito) e icterícia (coloração amarelada das mucosas ou da parte branca do olho). Com a evolução do caso, é possível observar petéquias (pontos vermelhos na pele), hemorragias em mucosas e conjuntivas, úlceras bucais, insuficiência renal e insuficiência hepática. Eventualmente pode acontecer episódios de aborto. Por isso, diante de qualquer um desses sintomas nos animais de estimação, procurar por um veterinário é essencial”, sugere. 
 

Por fim, Regis explica que o diagnóstico pode incluir exames de sangue, urina e outros testes específicos para detectar a presença da bactéria, e que além do tratamento, o animal precisa ser monitorado.
 

“O tratamento geralmente inclui o uso de antibióticos para eliminar a bactéria do organismo do cão. É importante seguir o tratamento até o fim, conforme prescrito pelo veterinário. Em casos graves, pode ser necessário tratamento de suporte, como fluidoterapia para combater a desidratação e o suporte nutricional. Cães infectados devem ser mantidos isolados de outros animais e pessoas para evitar a transmissão da doença. Além disso, após o tratamento, o cão deve ser monitorado de perto para garantir que está se recuperando adequadamente e para evitar recaídas”, finaliza. 
 
Sobre a Anhanguera
Fundada em 1994, a Anhanguera oferece educação de qualidade e conteúdo compatível com as necessidades do mercado de trabalho por meio de seus cursos de graduação, pós-graduação, cursos Livres, preparatórios, com destaque para o Intensivo OAB (Ordem dos Advogados do Brasil); profissionalizantes, nas mais diversas áreas de atuação; EJA (Educação de Jovens e Adultos) e técnicos, presenciais ou a distância, visando o conceito lifelong learning, no qual proporciona acesso à educação em todas as fases da jornada do aluno. São mais de 15 mil profissionais e professores entre especialistas, mestre e doutores.
Além disso, a instituição presta inúmeros serviços à população por meio das Clínicas-Escola, na área de Saúde e Núcleos de Práticas Jurídicas. A Anhanguera tem em seu DNA a preocupação em compartilhar conhecimentos com toda a sociedade a fim de impactar positivamente as comunidades ao entorno das instituições de ensino. Para isso, conta com o envolvimento de seus alunos e colaboradores a partir de competências alinhadas às práticas de aprendizagem e que contribuem para o desenvolvimento do País.
Com grande penetração no Brasil, a Anhanguera está presente em todas as regiões com 106 unidades próprias e 1.398 polos em todos os estados brasileiros. 
Acesse o site e o blog para mais informações.
 

Assessoria de Imprensa 
Deiwerson Damasceno
E-mail: [email protected]
Telefone: +55 11 98455-3620
 

Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
DEIWERSON DAMASCENO DOS SANTOS
[email protected]


Link
Notícias Relacionadas »
Comentários »
Comentar

*Ao utilizar o sistema de comentários você está de acordo com a POLÍTICA DE PRIVACIDADE do site https://jornaldobelem.com.br/.
Fale pelo Whatsapp
Atendimento
Precisa de ajuda? fale conosco pelo Whatsapp