17/04/2023 às 20h27min - Atualizada em 18/04/2023 às 00h02min

Clareamento dental está em alta; especialista fala sobre o tratamento e cuidados

Conheça como é feito, os tipos , quais os riscos e quando é indicado

SALA DA NOTÍCIA Daniela Nucci
Divulgação

Artigo- Edinei Dias da Silva é cirurgião dentista formado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

 

 

Uma busca simples no Google por “clareamento dental” aponta, em apenas 50 segundos, para mais de 4 milhões de páginas destinadas ao assunto.

Não por coincidência, o procedimento – utilizado para eliminar manchas naturais do envelhecimento - está entre os temas recorrentes nos consultórios odontológicos e foi o mais buscado em 2022 no site (no Google).

Neste cenário, muita gente já associa o clareamento à famosos como o cantor Gustavo Lima, o jogador Neymar Jr. e participantes do BBB 23, como Fred Nicácio, Key Alves e Gustavo (que já disse na casa ter aplicado resina no dente para corrigir uma quebra).  

Ocorre que, os artistas citados acima, utilizaram de uma outra técnica, a partir da aplicação de facetas ou lentes de contatos, e que é a responsável por dar aquela aparência muitas vezes “super branca” à dentição, que nem todo mundo gosta. 

Acho importante diferenciar porque o objetivo aqui é falar do clareamento dental, que vem ganhando cada dia mais popularidade, ampliando a visão estética ao entendimento que existe uma relação ainda maior com a saúde. 

Vou explicar o porquê. Sabiam que o primeiro pré-requisito do clareamento dental é a saúde bucal? Ou seja, o paciente não pode ter doenças gengivais (gengivite e periodontite), cáries, dentes com problema de canal ou quebrados, entre outros, e será necessário “resolver” primeiro.

Eu penso que se pessoa tiver que cuidar disso, tem que ter um comprometimento sistêmico com a saúde bucal, já está cuidando do corpo e saúde com um todo.  

Agora é importante falar sobre o “mito da alimentação” e sobre o medo de sentir dor ou adquirir maior sensibilidade durante ou após o tratamento – que é uma das maiores preocupações, destaca-se.  

Para começar é importante explicar que nossos dentes envelhecem ao longo dos anos e que este processo traz “marcas de expressão” que, na verdade, são as manchas tanto externas (decorrentes da alimentação) quanto internas (decorrentes da nicotina, da fluorose (excesso de flúor na infância), de medicamentos contínuos ou traumas).

Removê-las, devolvendo um aspecto natural aos dentes, é justamente a proposta do clareamento dental. 

Agora, não é raro que as pessoas associem esse escurecimento dos dentes ao consumo de alimentos com corantes como vinho, café e chocolate e ao argumento de que não adianta fazer nada se não os retirar do cardápio.

Há anos pesquisas apontam que, mais do que uma consequência de determinados alimentos, esse amarelamento dos dentes é uma questão fisiológica (quer dizer que é o envelhecimento).

Assim, a boa notícia, então, é que NÃO precisa mudar nada na alimentação, não quando o assunto é corante. Na verdade, os “vilões” são alimentos ácidos como refrigerantes ou frutas como limão e abacaxi e, com eles, a recomendação é maneirar durante o tratamento de clareamento dental. 




 

Agora, vamos a mais frequente dúvida e o maior medo de quem quer fazer clareamento dental: a dor pela sensibilidade. 

Há maneiras diferentes de apresentarmos a sensibilidade dental, pelo desgaste dos dentes por causa do bruxismo (ranger ou apertar dos dentes), as trincas de esmalte, dentes com restaurações quebradas ou infiltradas, problemas de exposição da raiz do dente, etc.


Estes problemas de sensibilidade precisam ser analisados e sanados previamente ao tratamento. Contudo, sempre é feita a prevenção da sensibilidade para realizar o clareamento dental, recobrindo as áreas sensíveis, ou ainda usando gel dessensibilizante antes e após cada sessão de clareamento, a associação do laser vermelho, de baixa potência que produz analgesia (eliminação da dor). 

Portanto, o clareamento dental é seguro quando realizado com as técnicas adequadas e por profissional especializado. Há casos com zero de sensibilidade e alguns com mínima sensibilidade que passa em no máximo 24h. 

Concluindo:  se o paciente tem a sensibilidade antes do clareamento, ela não será alterada e vice versa, da mesma forma quem não tem nenhuma sensibilidade prévia ao tratamento continuará sem nenhuma sintomatologia.

Mas quais são os tratamentos?

Agora a questão central: afinal quais são os tratamentos quando se fala em clareamento dental? Será que aquela receita caseira, lá do tempo da sua avó, pode funcionar?

Na prática, talvez funcione. Porque alguns produtos fazem uma esfoliação dos dentes, que só vale por um período curto. 

É como aquelas pastas de creme dental com adição de gel clareador e abrasivos e carvão ativado disponíveis nas farmácias. Você certamente terá uma sensação de que o dente está mais claro, porque ela promove essa esfoliação da superfície do esmalte. 

Mas é uma solução temporária e que, ao interromper o uso do produto, pode-se ter um efeito rebote: ou seja, os dentes voltam a escurecer, com maior intensidade ou, em um cenário ainda pior, o uso contínuo prejudica o dente de modo irreversível. 

Imagine o que aconteceria com o piso da sua casa se você jogasse ácido todo dia? É por aí o raciocínio. 

Então qual é a solução mais indicada? O ideal é procurar um dentista especialista, para o seu diagnóstico ser feito de forma precisa, e deste modo, o profissional saberá qual dos 3 tipos de clareamento dental, que tempos hoje em dia, é o mais indicado no seu caso em específico. 

E quais são os 3 tipos? O clareamento chamado caseiro feito com moldeiras e gel próprio que o paciente realiza em casa, porém com acompanhamento periódico do profissional. 

O clareamento de consultório com uso de Gel para esta finalidade e a opção do clareamento Híbrido, que utiliza o gel associado com luz de led violeta, que é o tratamento com menor sensibilidade, maior tempo de duração do clareamento e indicado em 90% dos casos.

Aqui sempre acho importante pontuar que é clareamento com LUZ LED e não clareamento à laser, uma vez que esse segundo não existe. O laser é usado para tratar a sensibilidade ou dor, traumas, aftas, herpes, etc, mas não clareia os dentes removendo as manchas, assim como o led azul é só para a polimerização da resina.

Hoje o led violeta é o que temos de mais atual e mais tecnológico, uma vez que a luz led violeta é a única técnica que promove a quebra das moléculas de pigmentos interna dos dentes, permitindo que sejam reabsorvidas pelo organismo.

Agora será que os resultados serão os mesmos do meu colega que faz clareamento?

Precisamos saber que o quanto vai clarear é uma resposta individual, podendo ser mais para um paciente e menos para outro. E isso não é ruim, porque estamos falando de uma resposta do corpo e reafirmando a individualidade de cada de um nós.

Além disso, quando associado a outros novos hábitos, o tratamento pode ter duração maior. Por isso, é extremamente importante procurar ajuda de um profissional especializado, que irá entender sua necessidade e garantir um resultado natural. 


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