19/04/2023 às 11h54min - Atualizada em 20/04/2023 às 00h02min

Pesquisa da Ticket realizada em 19 países revela os novos hábitos alimentares dos trabalhadores no pós-pandemia

Levantamento realizado com 45 mil trabalhadores e 1.700 estabelecimentos de comida pronta revela que o Brasil se destaca entre os países mais afetados pela mudança comportamental e de consumo

SALA DA NOTÍCIA Thais e Silva
www.ticket.com.br
Divulgação

Uma pesquisa realizada pela Ticket, marca da Edenred Brasil de benefícios de alimentação e refeição, revelou como a inflação tem impactado o poder de compra dos trabalhadores ao redor do mundo e de que forma afetou suas escolhas alimentares, bem como a oferta dos restaurantes, que precisaram se adaptar à crise. Aplicado em 19 países onde a marca atua, o estudo contou com a participação de cerca de 45 mil trabalhadores e 1.700 estabelecimentos de comida pronta.

Os resultados mostraram que a alta nos preços dos alimentos é uma realidade em todo o mundo e que já afeta 85,7% dos países desenvolvidos como França, Áustria e Bélgica. Além de levar milhões de pessoas à pobreza extrema, aumentando a fome e a desnutrição, de acordo com o Banco Mundial, o forte aumento dos preços dos alimentos também preocupa os restaurantes, que já são afetados pela mudança comportamental e de consumo das pessoas. Nesse quesito, o Brasil aparece em segundo lugar, com 65% dos estabelecimentos afirmando que tiveram impacto em seus negócios em 2022, atrás do Chile (74%) e à frente da República Tcheca (62%).

“Esse cenário é resultado do impacto no poder de compra do trabalhador, que, devido à crise econômica mundial, teve que distribuir ainda mais a sua renda de  consumo de comida para absorver também o custo de outros itens básicos, como educação e saúde. Segundo o Banco Mundial, a quantidade de pessoas que não têm acesso a uma dieta saudável aumenta a cada ano. Atualmente, são 3,1 bilhões de pessoas em todo o mundo nessas condições”, comenta Felipe Gomes, Diretor-Geral da Ticket. 

A pesquisa da Ticket revelou ainda que a contribuição dos benefícios de refeição e alimentação são fundamentais para complementar a renda dos empregados. Entre os respondentes, 83% dos funcionários franceses, 81% dos romenos, 71% dos italianos e 50% dos brasileiros disseram que perderiam poder de compra se não recebessem benefícios da empresa em que trabalham, enquanto 63% dos belgas acreditam que teriam piores hábitos alimentares sem eles. “Os benefícios impactam positivamente não apenas na qualidade da alimentação dos colaboradores, mas também no faturamento dos restaurantes, o que é ainda mais importante em tempos de crise”, opina o executivo.

Cresce a demanda por alimentos saudáveis

A pandemia de covid-19 também influenciou na qualidade da alimentação dos trabalhadores. Entre os respondentes, 73% disseram estar muito mais atentos à sua saúde e aos seus hábitos alimentares, e 79% gostariam de ter acesso a opções mais saudáveis nos cardápios dos restaurantes. Para a maioria, isso significa produtos frescos (67%) e a indicação sobre os componentes nutricionais (36%). As maiores expectativas ​​foram reveladas por trabalhadores de Portugal, Hungria, Espanha, Turquia, Brasil, Chile, Colômbia, Peru e Uruguai (mais de 85%). 

Ao questionar os restaurantes, 61% concordam que os clientes buscam opções saudáveis, tendo o Brasil como destaque, com 70% dos respondentes afirmando isso, seguido da Espanha, com 56%. A pesquisa também destacou uma diminuição nas crenças equivocadas sobre cozinhar alimentos saudáveis. 58% dos restaurantes reconhecem que não leva mais tempo, nem é mais complicado, mas pode ser mais caro. “Pesquisas como essa são importantes para nortear o mercado para o atendimento das novas demandas, bastante modificadas após os impactos da pandemia. Os consumidores têm novas necessidades e os restaurantes precisam estar atentos e preparados para atendê-las”, diz o executivo.

O combate ao desperdício está em pauta

A pesquisa também abordou o combate ao desperdício de alimentos, tema sobre o qual 96% dos entrevistados disseram estar atentos: 81% se declararam interessados em saber quais restaurantes estão engajados nesta causa, sendo o percentual ainda maior nos países da América Latina (87%). Ainda, 75% dos proprietários de restaurantes introduziram medidas para limitar o desperdício alimentar, sendo a gestão de estoque a mais comentada, por 43% dos participantes.


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