Há 26 anos salvando vidas: ONG luta para manter mais de 100 cães e pede ajuda para continuar
Duas mulheres decidiram não fechar os olhos para a realidade dos animais de rua e transformaram indignação em ação
divulgação
A Associação Casa da Passagem São Lázaro, conhecida como “Adote um Focinho”, nasceu da vontade de transformar. Oficializada em 2006, mas com uma trajetória que começou muito antes, a ONG surgiu da união de pessoas que, individualmente, já resgatavam cães abandonados.
O encontro entre duas dessas protetoras, Mônica e Miriam, aconteceu de forma simples: enquanto uma tentava fotografar um cachorro para ajudar na adoção, a outra se aproximou oferecendo ajuda. Foi o início de uma parceria que mudaria centenas de vidas. No começo, os animais eram acolhidos em um terreno abandonado, mantido pelas próprias voluntárias. Sem estrutura, mas com dedicação, dezenas de cães foram salvos e encaminhados para adoção. Até que, com cerca de 32 animais sob seus cuidados, veio a notícia de que precisariam deixar o local. O desespero deu lugar à esperança quando um doador anônimo ofereceu um terreno. Ali, com muito esforço e apoio de colaboradores, nasceu o abrigo que existe até hoje. Atualmente, a ONG mantém cerca de 100 cães, todos castrados, vacinados e acomodados com responsabilidade. Diferentemente de muitos locais superlotados, o espaço prioriza o bem-estar dos animais: os cães são separados por porte e comportamento, o que evita estresse e brigas. “Existe um compromisso com a qualidade de vida de cada um deles”, explica a equipe” Mônica. Mas, relata ela, manter essa estrutura tem um custo alto. Sem qualquer apoio governamental, a ONG sobrevive exclusivamente de doações. Os gastos mensais giram em torno de R$ 30 mil, incluindo ração, salários de funcionários responsáveis pela limpeza e manutenção, além de despesas veterinárias. A ONG precisa de ajuda para ter aproximadamente uma tonelada de ração por mês. E quando surgem emergências médicas, a situação se agrava. “Um único caso pode custar muito. Quando dois animais ficam doentes ao mesmo tempo, isso desestabiliza completamente nossas contas”, relatam. Apesar das dificuldades, o trabalho não para. Ao longo dos anos, a ONG construiu uma rede de apoio formada por adotantes, amigos e pessoas sensibilizadas com a causa. Ainda assim, o valor arrecadado mensalmente raramente cobre todas as despesas. Como ajudar A ONG precisa de apoio constante, e toda ajuda faz diferença. É possível contribuir de várias formas: - Doações em dinheiro, que ajudam a cobrir despesas fixas como ração, salários e atendimento veterinário
- Compra direta de ração, por meio de fornecedores indicados pela própria ONG, garantindo qualidade na alimentação
- Doação de produtos de limpeza e itens básicos, fundamentais para manter o espaço higienizado
- Apadrinhamento, com contribuições mensais que ajudam a dar previsibilidade ao orçamento
- Adoção responsável, que abre espaço para que outros animais sejam resgatados
- Divulgação, ampliando o alcance da causa e atraindo novos apoiadores
As contribuições podem ser feitas diretamente pelos canais informados no Instagram da ONG, em que também é possível conhecer os animais, acompanhar o dia a dia do abrigo e entender melhor as necessidades atuais. Após tantos anos de dedicação, o maior desafio continua sendo o mesmo: manter o trabalho vivo. “A gente segue porque eles precisam da gente. Mas não conseguimos fazer isso sozinhas”, resumem. Em um cenário em que o abandono ainda é realidade, iniciativas como essa mostram que cuidar também é resistir. E que, com ajuda, é possível transformar histórias. Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
NEIDE LIMA MARTINGO PEREIRA
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FONTE: assessoria de imprensa