História de Lamine Yamal, da Espanha, reforça os benefícios dos pets na infância

Crianças que convivem com cães são até 49% mais propensas a atingir o nível recomendado de atividade física, aponta estudo

Por HéLIO JúNIOR
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História de Lamine Yamal, da Espanha, reforça os benefícios dos pets na infância
Divulgação

 Recentemente, o atacante da seleção espanhola Lamine Yamal chamou atenção ao revelar que parte da criatividade e da habilidade que demonstra em campo nasceu das brincadeiras com seus cães de infância, Kila e Clara. Segundo o jogador, jogar bola com os animais ajudou a desenvolver sua capacidade de driblar e reagir rapidamente às situações do jogo.

Embora crescer ao lado de um pet não determine o desempenho esportivo de uma criança, estudos científicos mostram que essa convivência pode trazer benefícios importantes para o desenvolvimento infantil. Uma pesquisa publicada na revista Pediatric Obesity, com 1.218 crianças entre 10 e 12 anos, identificou que aquelas que vivem com cães praticam, em média, 142 minutos a mais de atividade física por semana, têm 49% mais chances de atingir os níveis recomendados de atividade física e são 32% mais propensas a caminhar pelo bairro em comparação às que não possuem cães.

Para Gustavo Gonçalves, médico veterinário na WeVets, maior grupo de saúde veterinária do Brasil, esses resultados refletem uma mudança natural de comportamento. Ao participar das brincadeiras, acompanhar passeios e interagir diariamente com o animal, a criança tende a se movimentar mais, reduzindo o tempo sedentário e desenvolvendo habilidades importantes para seu crescimento.

"Brincar com um cão envolve mudanças rápidas de direção, equilíbrio, percepção espacial, coordenação motora e tempo de resposta. Tudo isso acontece de forma espontânea e divertida, transformando a atividade física em um hábito natural para a criança. É diferente de uma prática esportiva estruturada, mas contribui para o desenvolvimento motor e incentiva um estilo de vida mais ativo", explica o médico veterinário.

Além dos ganhos físicos, a convivência com pets também favorece aspectos emocionais e sociais. Estudos têm associado a interação com cães ao fortalecimento da empatia, do senso de responsabilidade e das habilidades de comunicação, especialmente durante a infância.

"O pet também ensina sobre respeito aos limites e às necessidades do outro. A criança aprende a interpretar comportamentos, desenvolver paciência e construir um vínculo baseado em confiança. Essas experiências contribuem para o amadurecimento emocional e para relações mais saudáveis ao longo da vida", afirma Gustavo Gonçalves, médico veterinário na WeVets.

A recomendação, no entanto, é que todas as interações aconteçam de maneira supervisionada e respeitando o bem-estar do animal. Nem todos os cães possuem o mesmo nível de energia, e fatores como idade, porte, personalidade e condições de saúde devem ser considerados na hora das brincadeiras.

"O cão nunca deve ser tratado como um brinquedo. Quando a interação respeita o tempo e os limites do animal, ela se torna enriquecedora para ambos. Esse cuidado fortalece o vínculo entre tutor e pet e garante benefícios tanto para a criança quanto para o próprio cão", completa o especialista.

A história de Lamine Yamal mostra que as brincadeiras com seus cães ficaram marcadas na memória e na formação do atleta. Mais do que inspirar uma curiosidade sobre a infância do craque, o relato reforça um consenso entre especialistas: quando a convivência é responsável e respeitosa, os pets podem ser importantes aliados no desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes.


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HÉLIO VICTOR DE ARAÚJO PESSOA
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