Ensaios em algodão indicam retorno de até R$ 1,8 mil por hectare com tecnologia complementar no manejo de nematoides

Uso de solução da Satis em Mato Grosso apontou ganhos de produtividade e rentabilidade, sem prejuízo ao rendimento e aos parâmetros de qualidade da fibra

Por VANESSA COSTA
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Ensaios em algodão indicam retorno de até R$ 1,8 mil por hectare com tecnologia complementar no manejo de
Divulgação

Os nematoides seguem entre os principais entraves à produtividade do algodão no Brasil, especialmente por comprometerem o desenvolvimento radicular, reduzirem o vigor das plantas e favorecerem a ocorrência de outros problemas fitossanitários ao longo do ciclo. Em áreas sob pressão desses patógenos, resultados obtidos em ensaios de campo conduzidos pela Satis em Mato Grosso indicam que o manejo complementar bem posicionado pode contribuir para ganhos em produtividade, rendimento de fibra e retorno financeiro ao produtor.

Na safra 2025, a empresa avaliou o desempenho do Fulland, tecnologia desenvolvida para contribuir com o equilíbrio fisiológico das plantas e potencializar estratégias de manejo em áreas com pressão de nematoides. Os estudos foram conduzidos em três importantes regiões produtoras de algodão de Mato Grosso: Vale do Araguaia, Parecis e BR-163.

Os ensaios seguiram rigor de pesquisa a campo, com delineamento em blocos casualizados e avaliação estatística dos resultados, permitindo maior segurança na interpretação dos dados obtidos em cada ambiente. A proposta foi comparar o desempenho do manejo adotado nas áreas avaliadas com doses e diferentes épocas de aplicação com a inclusão complementar do Fulland, observando os reflexos sobre produtividade, rendimento de fibra e retorno econômico.

Os resultados indicaram ganhos nas três regiões avaliadas. O melhor desempenho econômico foi registrado no Parecis, onde o retorno líquido ficou próximo de R$ 1,8 mil por hectare. No Vale do Araguaia, o ganho foi de cerca de R$ 1 mil por hectare, enquanto na região da BR-163 o retorno chegou a aproximadamente R$ 600 por hectare.

De forma geral, as áreas tratadas apresentaram investimento médio estimado de R$ 90,00 por hectare, referente exclusivamente às três aplicações de Fulland. O custo do produto associado ao manejo não foi incluído na análise por se tratar de uma prática já prevista no manejo fitossanitário usual do algodoeiro, voltada principalmente ao controle de pragas-chave, como pulgão, bicudo e ácaros. Dessa forma, a análise econômica considerou apenas o investimento adicional do Fulland dentro de uma estratégia já adotada pelo produtor.

O material técnico do ensaio também apontou incrementos produtivos nas três regiões, com reflexos positivos tanto na produção de algodão em caroço quanto no rendimento de fibra. Para Giovani Zimmermann, engenheiro agrônomo e desenvolvedor de mercado da Satis em Mato Grosso, os dados reforçam a importância de um manejo integrado, bem posicionado e tecnicamente validado para que a planta consiga expressar melhor seu potencial produtivo mesmo em ambientes de maior pressão.

“Os resultados indicam que o manejo complementar contribuiu para elevar a produtividade do algodão sem comprometer o rendimento e os parâmetros de qualidade da fibra, reforçando a segurança da estratégia e o ganho real para o produtor”, destaca Zimmermann. Segundo a Satis, os dados confirmam o potencial do Fulland como ferramenta complementar dentro de estratégias já adotadas no manejo do algodoeiro. A tecnologia não substitui o manejo integrado de nematoides, mas pode contribuir para favorecer o equilíbrio fisiológico das plantas, reduzir perdas produtivas em áreas sob pressão e ampliar o retorno sobre o investimento adicional realizado pelo produtor.

“Em áreas com pressão de nematoides, manter o sistema radicular funcional e o equilíbrio fisiológico da planta ao longo do ciclo é fundamental. Quando a lavoura consegue sustentar esse desenvolvimento, o reflexo tende a aparecer na produtividade, no rendimento de fibra e na rentabilidade do manejo”, conclui Zimmermann.


 

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VANESSA COSTA DE SOUZA
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FONTE: https://www.satis.ind.br/
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