Sesc São Caetano recebe Solo emblemático de Darson Ribeiro
O Homem Que Queria Ser Livro em São Caetano
moisés pazianotto
"O HOMEM QUE QUERIA SER LIVRO" em única apresentação no SESC SÃO CAETANO
A montagem fala sobre o poder da superação e o sentido da vida, tendo nos livros seu alicerce.
Sessão Única 18/10/24 sexta-feira, às 20h
Com texto de Flavio de Souza, é um trocadilho entre “li-vro” e “li-vre” numa busca de elaboração do cotidiano da vida e da morte, mas, principalmente da superação do viver. A montagem tem a canção Coração de Luto interpretada a capella por Ney Matogrosso. Para as recentes apresentações na cúpula do Theatro Municipal a Cúpula foi transformada numa grande biblioteca, como cenário para a peça, e teve as três récitas esgotadas em tempo recorde. Diante do enigma da morte e do vazio deixado pela perda de um ente querido, um homem parte em busca do sentido da vida. Nos livros, encontra seu refúgio, enquanto narra os motivos que o afastam do convívio social e o conduzem à solitude das letras. Quando suas forças se esgotam, ele recorre à imaginação para escapar da realidade, mas ainda assim é puxado para um profundo e escuro abismo. Para se proteger, começa a encarnar física e psicologicamente diversos personagens. É nesse processo de "virar letra" que ele encontra o Cavaleiro da Triste Figura: Dom Quixote, que o faz renascer e se redescobrir. “O espetáculo conta a trajetória de um homem que demorou para descobrir qual era sua missão na vida: fazer parte do grupo que mantém acesa a chama da sabedoria no mundo, neste momento histórico em que a falta de valores da maior parte da humanidade leva cada vez mais à desvalorização de virtudes e humanismo”, explica Flavio de Souza - autor do sucesso "Fica Comigo Essa Noite" estreando em Lisboa com Miguel Falabella e Marisa Orth, e também do estrondoso programa "Castelo Ra Tim Bum". O texto é um misto de história pessoal, desde a infância marcada pelo teatro, que se universaliza ao abordar temas filosóficos e essenciais à vida de todos. A TRAJETÓRIA DE CRIAÇÃO Darson Ribeiro criou o espetáculo como uma forma de superar várias perdas, incluindo o luto pela mãe. Ele foi precoce no aprendizado. Aos cinco anos, num sítio, passava horas debaixo da mesa da professora, sua mãe e, por isso, a homenagem que ao mesmo tempo serviu de elaboração do luto daquela mulher. O solo estreou na Livraria da Vila, nos Jardins, e teve temporada esgotada nos três meses iniciais. Isso levou a um convite da Secretaria Municipal de Cultura, permitindo que a peça se apresentasse em bibliotecas desde a periferia até o centro da cidade. Durante a pandemia, foi um dos espetáculos mais assistidos pelo #emcasacomosesc e também pelos canais das Secretarias do Estado e do Município. Anos depois, deu origem ao Teatro-D, inaugurado por Ney Matogrosso em 26 de novembro de 2019. Apesar das dificuldades, Darson comemorou o sonho realizado, embora suas atividades tenham se encerrado após apenas dois anos e sete meses, com o espetáculo de Heloísa Périssé. A estreia em 2018 foi sob a direção de Rubens Rusche que saiu do projeto meses depois. Assumi a complexidade da montagem principalmente para poder adequá-lo em bibliotecas, casas de cultura, livrarias e espaços não convencionais, mas, sem macular a essência. Criamos a personagem pensando primeiro na lógica da escrita para demarcar laços de vogais as sentenças, dando volume e peso; dramaticidade humor ao que se lê e aí, transpor o foco para o corpo do ator, explica Darson. Ao contrário de um "anjo caído", ele desafiou a vontade dos homens, não a vontade divina, e flutuou entre as palavras usando as capas dos livros como base, e ao se envolver tanto nas histórias, ele se torna como Dom Quixote e os livros então, o ajudam a sair da fantasia e entender a realidade. Então, se segurou nos livros e ficou suspenso no ar - também no sentido figurado de escapar da realidade, tendo as palavras como poder de transportá-lo para um mundo imaginário - as pessoas já não sonham mais, nem mesmo conseguem imaginar. NEY MATOGROSSO gravou a pedido de Darson, pela primeira vez a canção icônica de Teixeirinha, "Coração de Luto". A música, foi adaptada pela mãe de Darson e marcou a primeira aparição dele no palco, aos cinco anos. SINOPSE Um homem sai em busca do sentido da vida tendo nos livros seu alicerce, enquanto vai narrando os motivos à solitude das letras ao convívio social. Recorre à imaginação para fugir da realidade, e mesmo assim vê-se tragado por um escuro e profundo abismo. Para se defender, encarna física e psiquicamente vários personagens de livros famosos e nesse “virar letra” se depara com Dom Quixote, que o faz ressurgir renascido.
LINK DA GRAVAÇÃO no Estúdio Alma Sintética, no Rio, dirigida por Darson Ribeiro: https://youtu.be/NUstBgtyvJA FICHA TÉCNICA: Texto: Flavio de Souza. Participação Especial: Ney Matogrosso. Assistente de Direção, Operação de Luz e Som: João Marcos Barbosa. Fotografia: Eliana Souza e Moisés Pazianotto. Criação do logo: Iago Sartini. Diagramação e Manipulação: Callegares. Assessoria de Imprensa: Adriana Balsanelli. Campanhas e Mídias: King Artes Online. Edição de Som: Lalá Moreira DJ. Gravação: Estúdio Alma Sintética - RJ. Trilha: Rubens Rusche. Cenário, Luz e Figurino: Darson Ribeiro. Armazenamento Oficial: GOODSTORAGE. Realização: DR Produções Teatro-D. SERVIÇO: O Homem Que Queria Ser Livro SESSÃO ÚNICA 18/10/24, às 20h Duração: 50 minutos Capacidade: 50 lugares Classificação Indicativa: Livre
Local SESC São Caetano Rua Piauí,554 | informações 11-4223-8800 Informações para imprensa: Adriana Balsanelli Fone: 11 99245 4138 [email protected] Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
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